Sua Empresa no Second Life
Second Life é o nome do maior – e mais conhecido – simulador de realidade
virtual em 3D da internet. Com ele, é possível recriar cidades, monumentos, e tudo mais
o que for possível em seus mínimos detalhes. Tudo, é claro, em terceira dimensão. É
possível também ter um contato direto com pessoas, travestidas em seus modelos
virtuais.
Seria ingenuidade da nossa parte taxar esse simulador como um simples…jogo.
Afinal, nele, não há objetivos a serem cumpridos, ou fases e níveis a serem alcançados.
Lá, cada um tem a sua segunda vida e faz dela o quê quer – tornando essa diversão uma
extensão de sua vida, fora da realidade, e tudo isso em frente ao computador, sem sair de
casa. É um mundo virtual completo, um metaverso, e que não raramente está na mídia,
mostrando todo o seu potencial.
Sim, afinal, nessa quase Matrix, povoada por mais de 5 milhões de usuários do
mundo inteiro, boa parte deles brasileiros, existe uma economia real que gera
aproximadamente 1,2 milhão de dólares por dia. Sim, nem tudo é tão virtual assim.
Com tudo isso, não faltam empresas investindo no Second Life: IBM, Toyota,
Telefonica e até mesmo o SEBRAE já estão conquistando seu espaço por lá, além de
muitas outras. Ainda há muito o que se conhecer e investir, e sua empresa pode ser
pioneira em seu segmento dentro desse universo paralelo.

Mas afinal, como seria feito isso? Será que sua empresa, uma vez instalada no
metaverso, seria garantia de lucro e sucesso eterno?
Bom, antes de mais nada, temos que manter os pés no chão – do mundo real, é
claro. O Second Life tem seu sucesso, seus números empolgantes, mas tudo isso por si
só não diz nada. Há de se ter um plano de marketing claro e definido do quê, por quê e
como se vai entrar nesse mundinho tão particular. Até porque, das empresas citadas,
algumas amargaram prejuízos desnecessários por achar que bastava estar lá e ponto.
Como exemplo, podemos citar a forma de publicidade errônea que alguns bancos
adotaram: Na ânsia de aparecerem, criaram suas ’sedes virtuais’ no sistema, colocaram
uma réplica de suas agências nas cidades virtuais, espalharam alguns outdoors e achava
que com isso iriam conseguir novos clientes e que suas marcas seriam bem vistas.
Não deu certo. Assim como não daria certo em hipótese alguma, se no mundo real,
uma loja se instalasse em determinada localidade e não especificasse em que ramo atua,
nem que produtos ou serviço oferece.
Logo, se nem todas as multinacionais, bancos e até mesmo agências de
publicidade conseguiram se manter dentro do sistema, o quê garantiria que seu negócio
resultará em algo lucrativo, trazendo benefícios reais a você?
Tocamos no ponto chave: Benefícios reais.
Por mais que existam milhões de usuários no Second Life, não necessariamente o
seu público-alvo estará ali dentro. Além disso, levando para o contexto de Micro e
Pequenas Empresas, o nicho é muito mais específico do que uma grande empresa, que
pode lançar-se no simulador com atenção global. A partir daí, será necessário algumas
pequenas adaptações para inserir-se no Second Life.
O foco a ser tomado é fazer com que a sua publicidade, seu modo de
apresentação, seja tão único e forte dentro do metaverso, a ponto de gerar mídia
espontânea. Blogs, jornais e o próprio boca-a-boca mostram que isso é possível. As
empresas que souberam ‘vender bem o seu peixe’ no sistema foram que mais se
beneficiaram, saindo em notícias como ‘a primeira empresa de X lançada no Second Life’,
‘Loja X permite que seus clientes experimentem produtos virtualmente em universo 3D’, e
coisas afins.
Portanto, se você tem um negócio específico, procure ser pioneiro – ou, no
mínimo, inovador -, para que sua apresentação venha a ser falada no mundo real. As
chances de ser criativo num mundo virtual em plena construção são muitos, nem sempre
dispendiosas e sem a necessidade de grandes investimentos. Às vezes uma boa idéia
vale por tudo.
Atuar como muitas empresas fizeram anteriormente, apenas colocando as suas
marcas visíveis, como um simples outdoor, podem não surtir o efeito esperado. A não ser,
é claro, que o serviço ou produto que você esteja oferecendo seja flexível o bastante para
possibilitar uma compra online e um bom atendimento dentro do próprio sistema, tornando
o relacionamento pessoal facultativo. E outra coisa: Contar com lucros diretos a partir do
próprio simulador pode ser não tão vantajoso quanto parece. O ideal é contar com o lucro
vindo do mundo real, a partir de promoções, mídia espontânea, e enfim todo o marketing
gerado in-world.
Veja só, as idéias começam a aparecer: Atendimento online, experimentação de
produtos 3D, enfim, qualquer método que possa agradar o seu futuro consumidor. E para
isso, apenas ‘jogar’ sua marca e seu produto em cima dele não dará muito certo. Deixar
de lado a publicidade convencional e pensar em soluções mais criativas e de impacto são
bons modos de começar a se obter resultados tanto na primeira quanto na segunda vida.
Algumas empresas conseguiram obter êxito fazendo, além da divulgação padrão
de sua marca, eventos dentro do ambiente virtual, como festas temáticas, por exemplo.
Com um pequeno estudo de casos, podemos ver o quê já foi feito para tomarmos como
exemplos para um conceito de inovação necessária no Second Life.
1. TAM – Para divulgar suas novas rotas de viagem, criaram uma sede virtual da
empresa, mas não foi só isso. Fizeram uma ampla divulgação na internet, usando
ferramentas simples para divulgar a ‘festa de abertura’, com direito a muita música
e agitação. Por final, ainda recriaram virtualmente um avatar do presidente da
companhia. Resultado: Antes mesmo da festa encerrar, mídias online e impressas
falavam do evento, sempre mostrando fotos – fotos essas, que veja só, continham
sempre a logomarca da empresa através de brindes virtuais personalizados que
eles distribuíram.
2. Wolkswagen – Lançando uma nova linha de automóveis, a empresa recriou
virtualmente uma de suas já conhecidas concessionárias. Como inovação, não só
criou modelos 3D de seus carros, como também os disponibilizou para que os
usuários pudessem tê-los e até mesmo dirigir pelas ruas das cidades virtuais.

3. UNIBANCO – Seguindo o mesmo moldes das outras empresas, também fizeram
questão de se sediarem no ambiente. Mas foram além: “Contrataram” um avatar
que interagia com os outros usuários, uma atendente online, que tirava todas as
dúvidas que os clientes e futuros clientes poderiam ter acerca do banco.
Acho que já deu pra ter modelos bem interessantes, não? Então, mãos à obra.
Sua empresa pode entrar no Second Life possuindo uma cidade, uma loja ou até
mesmo um produto – devidamente refeito em 3D -, e a partir daí criar sua forma de atrair
atenção, desde o simples conhecimento da marca até a comercialização de produtos e
serviços.
O acesso ao ambiente simulador é gratuito, mas algumas possibilidades como criar
ou ter um espaço são pagas. Os preços são geralmente em dólar, e podem ser vistos no
site http://www.secondlife.com. Obviamente, já existem empresas brasileiras que
terceirizam o serviço, podendo ser contactadas para a criação de ambientes, sedes e tudo
o mais, afinal, mesmo que você lance um produto simples – uma camiseta virtual com sua
marca, por exemplo -, será necessário alguém com conhecimentos mínimos para
executar a função. Algo como manipulação de imagem num bom editor, e dependendo do
caso, conhecimento prévio em modelagem 3D.
Boa sorte no seu novo empreendimento, e lembre-se sempre da palavra-chave:
inovação!
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Wendell Raphael
FEUC – Fundação Educacional Unificada Campograndense
Assistente de Marketing – 2007
Atividades: Reformulação e adaptação de Website, implementando novas tecnologias de
acessibilidade e design; Desenvolvimento de campanhas publicitárias online e offline.
Publicado em Wendell Raphael
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