Sebrae pretende inserir 1,2 mil MPEs no exterior
Durante o IV Encontro de Entidades de Crédito Especializadas em Médio e Longo Prazos da América Latina e Europa, no Rio de Janeiro, o “Programa de Internacionalização das Micro e Pequenas Empresas”, lançado pelo Sebrae, foi um dos destaques do painel que reuniu representantes de instituições financeiras da América Latina e Europa, informa o site InfoMoney.
O diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos, explicou que a meta do programa é aumentar em cerca de 10% o número de MPEs exportadoras, inserindo, no mínimo, 1,2 mil empresas no mercado externo até 2010.
Projeto
Como diferencial importante do projeto, que inclui ações integradas de planejamento e qualificação, ele citou o autodiagnóstico via internet. “É um momento de reflexão para o empresário, quando ele avalia seu negócio e consegue identificar suas debilidades e potencialidades. Ao se dispor a fazer uma análise profunda da própria empresa, ele também demonstra empenho”, afirmou Santos, na ocasião.
Como a globalização tem obrigado as empresas a se preparar para competir em um mercado cada vez mais acirrado, o diretor de Administração e Finanças lembrou que o termo internacionalização não significa necessariamente exportação. “Micro e pequenas empresas fornecedoras no Brasil competem com similares europeus, americanos e asiáticos”, disse, de acordo com informações da Agência Sebrae.
MPEs no exterior
No Brasil, as micro e pequenas empresas são responsáveis pela maioria dos empregos formais, sendo um dos principais focos do atual governo. Elas representam 98% do total de empresas e respondam por 20% do PIB (Produto Interno Bruto).
As MPEs também são cruciais para a economia da Colômbia. De acordo com o vice-presidente do Banco de Comércio Exterior da Colômbia, Fernando Esmeral, elas representam 95% do total de empresas colombianas, respondendo por 60% dos empregos e por 40% da produção total do país.
Para estimular a internacionalização e a modernização empresarial, o Banco de Comércio Exterior da Colômbia adotou uma série de linhas de financiamento. Mas ele alertou que o crédito não pode ser dissociado de outras ações.
“Muitas vezes, o problema de uma empresa não é a falta de crédito, mas de gerenciamento. A administração, em grande parte dos casos, é feita de uma forma empírica, o que impede o crescimento do negócio”, explicou Esmeral.
Crise global
Ao comentar o impacto da crise global, Carlos Alberto dos Santos explicou que o Brasil tem uma economia diversificada e exporta para vários países, de forma que o momento pode significar oportunidade para muitas empresas como, por exemplo, as que estavam pressionadas pela taxa de câmbio.
Ele enfatizou ainda que há uma percepção equivocada, quando se diz que as micro e pequenas empresas podem ser as mais afetadas, como se estivessem deslocadas da economia do País.
“Se, na bonança, as micro e pequenas empresas se fortalecem, se houver uma crise, elas também sofrem. Mas é uma visão ingênua considerar que os pequenos negócios são residuais e não fazem parte da economia. Existe uma percepção equivocada de que uma pequena empresa boa é a que cresce, e isso não é verdade. Ser pequeno não é defeito nem doença. Elas podem ser altamente rentáveis e ainda com flexibilidade para reagir com rapidez às turbulências do mercado”, afirmou.
Fonte: Pequenas Empresas, Grande Negócios
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