O mercado da acessibilidade está em alta
O setor de produtos e serviços para deficientes movimenta R$ 1 bilhão ao ano e tem espaço para novos negócios.
Os portadores de deficiência formam um contingente enorme no país. São mais de 24 milhões de brasileiros, cerca de 13% da população, segundo dados do IBGE. É um público que, felizmente, está cada vez mais integrado à sociedade. Seja pela maior conscientização ou pelo simples cumprimento da lei de cotas, muitas empresas estão contratando deficientes, o que significa que prédios e estabelecimentos comerciais precisam ser adaptados para recebê-los — uma oportunidade de negócio já descoberta por vários empreendedores. Com salário e poder de consumo, os deficientes também geram uma crescente demanda por produtos e serviços — mais oportunidades para quem quer empreender.
O mercado movimenta anualmente R$ 1 bilhão, sendo R$ 100 milhões só com vendas de cadeiras de rodas e mais de R$ 400 milhões no comércio de automóveis com isenção de impostos e adaptações veiculares. Além disso, há sempre demanda por produtos de reabilitação, normalmente feitos sob encomenda. Segundo Teresa Costa, fundadora do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), há carência de alguns produtos no mercado nacional: “Faltam, por exemplo, cadeiras de rodas motorizadas de boa qualidade, programas de computadores para deficientes visuais e próteses auditivas a preços acessíveis.” O IBDD é uma ONG criada em 1999 no Rio de Janeiro. A entidade treina deficientes em áreas como vendas, telemarketing e informática e os encaminha às empresas para contratação. “Cerca de três empresas interessadas nesses profissionais nos procuram a cada dia”, afirma Teresa.
Outras informações pelo site http://empresas.globo.com/Empresasenegocios
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