Nova era de celular aproxima pessoas e negócios
Já se foi o tempo em que o telefone era utilizado apenas para fazer ligações. Hoje, a sua capilaridade, principalmente na telefonia móvel, possibilita que o usuário acesse a internet, e-mails, faça movimentação bancária, agende compromissos, e agora, pague contas. Pagar contas? Sim. Trata-se do Mobile Payment, tecnologia que possibilita o pagamento de compras e serviços por dispositivos móveis como celulares e smartphones.
Segundo especialistas do segmento, esse novo mecanismo veio para revolucionar as tradicionais formas de consumo. No Brasil, todo o ciclo de desenvolvimento de Mobile Payment foi extremamente rápido, até mesmo em comparação com mercados de maior Produto Interno Bruto (PIB) ou desenvolvimento tecnológico, como o Japão. Para muitos, este ano, acontecerão importantes evoluções no mercado de m-payment no País, como consolidação dos modelos de negócios e adesão em massa de lojistas e usuários.
O serviço representa também uma importante alternativa para micro e pequenos empresários, que não têm condições de oferecer aos seus clientes outros meios eletrônicos de pagamento, devido ao alto custo cobrado pelas bandeiras de cartão de crédito. O surgimento do mobile payment faz parte do fenômeno de expansão contínua do mercado de meios eletrônicos de pagamento, acompanhada de perto pelo Sebrae, tendo em vista a importância que o assunto adquiriu nas estratégias de aumento de competitividade dos negócios.
Expansão
Algumas empresas de telefonia no Brasil já estão buscando oferecer aos seus clientes esta nova tecnologia. A empresa Oi, por exemplo, lançou para seus usuários o Oi Paggo. De acordo com a empresa, o serviço de mobile payment oferece conveniência e segurança, uma vez que é à prova de clonagem, necessitando de uma senha pessoal para confirmar cada compra.
Para utilizar o serviço, basta ao usuário dar o número do seu Oi para o lojista e autorizar a transação, que é feita por meio de Oi Torpedo (SMS) gratuito, dispensando o tradicional terminal POS, utilizado pelas bandeiras de cartão de crédito. A transferência dos dados dura poucos instantes e é operacionalizada entre o Oi do cliente e o Oi do estabelecimento, que possui um chip diferenciado.
Segundo a empresa, além de segurança e praticidade, o usuário tem economia ao utilizar este meio de pagamento. A anuidade é gratuita, sendo cobrada apenas uma taxa de R$ 2,50 nos meses em que o serviço for utilizado. O serviço também possui os benefícios dos cartões convencionais, tais como: limite de crédito, fatura separada da conta do Oi, para que o usuário escolha a melhor data de vencimento e o valor do pagamento; possibilidade de parcelamento e até 40 dias para pagar. O serviço oferece crédito a clientes pré-pagos e pós-pagos da companhia.
“Com este serviço entramos também em pequenos estabelecimentos comerciais que não oferecem o serviço de cartão de crédito tradicional, devido ao alto custo de aluguel do POS (terminal utilizado pelo lojista para passar o cartão de crédito), como por exemplo, salões de beleza, bares, táxis”, afirma a assessoria da Oi.
Assim é o caso do empresário Miguel Ângelo Leal Pires, sócio da empresa Bibi Sucos, localizada no Leblon, no Rio de Janeiro. Segundo ele, 30% do faturamento da sua empresa são obtidos através de meios eletrônicos de pagamento. Já em sua outra loja, que fica num shopping da cidade, esse faturamento sobe para 60%.
“A Bibi Sucos foi uma das oitos lojas que participou do projeto-piloto para a implantação do Oi Paggo. O serviço é bom, porém ainda pouco divulgado. Muitas pessoas não utilizam o serviço porque não o conhece. Dos cerca de 30% do meu faturamento obtidos por meios eletrônicos de pagamento, apenas1% a 2% vêm do Oi Paggo”, explica Miguel.
Fonte: Agência Sebrae
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