Mais uma ferramenta importante no gerenciamento de uma organização
É cada vez maior o número de empresas que diante da complexidade no cenário empresarial e de tantas turbulências e incertezas, estão buscando ferramentas e técnicas para que as auxiliem no processo gerencial. O Planejamento Estratégico é uma dessas ferramentas. Ao contrário do que alguns pensam, esta contempla as características das pequenas e médias empresas. Nas empresas competitivas verificamos que, uma importante condição para sua sobrevivência está ligada à clara definição de seus objetivos e ao traçado antecipado dos possíveis caminhos a serem percorridos para atingi-los.
O Planejamento estratégico é um processo gerencial que permite estabelecer um direcionamento a ser seguido pela organização, com o objetivo de se obter uma otimização na relação entre a empresa e seu ambiente. Assim o PE condiz com à formulação de objetivos para a seleção de programas de ação e para sua execução, levando em conta as condições internas e externas à empresa e sua evolução esperada. Faz-se necessário a participação das lideranças e uma visão generalizada da empresa em relação aos ambientes em que atua.
Além do compromisso de conquistar e reter clientes satisfeitos, as organizações bem sucedidas devem estar sempre prontas a se adaptar a mercados em contínua mudança. O planejamento estratégico orientado ao mercado cumpre exatamente esta função, pois busca manter uma flexibilidade viável de seus objetivos, habilidades e recursos enquanto mantem um compromisso com o lucro, o crescimento e sua missão organizacional.
Este processo estratégico procura responder a questões básicas, como:
• Por que a organização existe?
• O que e como ela faz?
• Onde ela quer chegar
Dele resulta um plano estratégico, ou seja, conjunto flexível de informações consolidadas, que serve de referência e guia para a ação organizacional. Pode ser considerado como uma bússola para os membros de uma determinada organização. Depois de explicar em poucas palavras o significado deste processo a fase seguinte condiz com a elaboração deste planejamento estratégico, no qual seguem os passos abaixo:
1. Formulação dos objetivos organizacionais
A empresa define os objetivos globais que pretende alcançar a longo prazo e estabelece a ordem de importância e prioridade em uma hierarquia de objetivos.
2. Análise interna das forças e limitações da empresa
A seguir, faz-se uma análise das condições internas da empresa para permitir uma avaliação dos principais pontos fortes e dos pontos fracos que a organização possui. Os pontos fortes constituem as forças propulsoras da organização que facilitam o alcance dos objetivos organizacionais - e devem ser reforçados, enquanto os pontos fracos constituem as limitações e forças restritivas que dificultam ou impedem o seu alcance - e que devem ser superados. Essa análise interna envolve:
Análise dos recursos (recursos financeiros, máquinas, equipamentos, matérias-primas, recursos humanos, tecnologia etc.) de que a empresa dispõe para as suas operações atuais ou futuras. E a análise da estrutura organizacional da empresa, seus aspectos positivos e negativos, divisão de trabalho entre departamentos e unidades e como os objetivos organizacionais foram distribuídos em objetivos departamentais.
3. Análise externa
Trata-se de uma análise do ambiente externo à empresa, ou seja, das condições externas que rodeiam a empresa e que lhe impõem desafios e oportunidades. A análise externa envolve:
4. Formulação das Alternativas Estratégicas
Nesta quarta fase do planejamento estratégico formulam-se as alternativas que a organização pode adotar para alcançar os objetivos organizacionais pretendidos, tendo em vista as condições internas e externas. As alternativas estratégicas constituem os cursos de ação futura que a organização pode adotar para atingir seus objetivos globais.
O planejamento estratégico deve comportar ainda decisões sobre o futuro da organização, como:
• Objetivos organizacionais a longo prazo e seu desdobramento em objetivos departamentais detalhados.
• As atividades escolhidas.
• O mercado visado pela organização.
• Os lucros esperados para cada uma de suas atividades.
• Alternativas estratégicas quanto às suas atividades.
• Interação vertical em direção aos fornecedores de recursos ou integração horizontal em direção aos consumidores ou clientes.
• Novos investimentos em recursos para inovação (mudanças) ou para crescimento (expansão).
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SOBRE A AUTORA
Daiani Furtado - Graduada em Administração, pelo CESUMAR (Centro Universitário de Maringá). Atuou em várias empresas renomadas de Maringá assim como Correios, Unifamma e Indel sendo estagiária para assim aprimorar os conhecimentos técnicos, tendo enfim a junção da teoria com a prática. Durante o período acadêmico, escreveu diversos artigos científicos dentre os quais: “Fidelização de clientes no ramo hoteleiro (2005-2006)”; “Estudo de Marcas sinônimas (2006)”; e “O trabalho de conclusão de curso (TCC) sob o tema “Empregabilidade a partir dos 40 anos (2007)”.
Email: dai_furtado@hotmail.comPartner
Publicado em Daiani Furtado
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