Concluído estudo sobre terceiro setor no Brasil
Iniciado em 2006, acaba de ser concluído e foi lançado em Brasília no último dia 21 o estudo sobre competitividade nos setores de comércio, serviços e turismo no Brasil, realizado em uma parceria entre Sebrae e Confederação Nacional do Comércio (CNC).
O estudo conclui que entre 1970 e 2005 a taxa de participação do setor na População Economicamente Ativa (PEA/IBGE) subiu de 38% para 58%. Em 2005, o setor respondia por 57% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
As atividades produtivas tendem a migrar dos setores primário e secundário (agropecuária e indústria, respectivamente) para o comércio e prestação de serviços, na medida em que a vida e economia tornam-se mais urbanas e as micro e pequenas empresas em 2004 correspondiam a 99,66% do número de empresas do comércio e 98,89% das empresas de serviços.
Com mais de 600 páginas, o trabalho é composto por cinco volumes: Tendências e Diagnóstico Cenários Econômicos Agenda de Propostas e Ações Monitoramento dos Indicadores e Relatório Executivo. O objetivo maior do levantamento é permitir que o próprio setor terciário, sociedade, mercado e governo conheçam suas potencialidades e fragilidades, para viabilizar uma trajetória de crescimento superior, tendo como perspectiva o ano de 2015.
As principais conclusões do estudo com projeção até 2015:
- Prossegue a internacionalização da produção mundial e a concorrência chinesa, devendo estimular a especialização da economia brasileira.
- Setores produtivos com maiores vantagens comparativas como baixo custo de transporte e proximidade do consumidor terão boas oportunidades de negócios
- Expansão do setor agropecuário devido crescente demanda internacional por alimentos e biocombustíveis. Serviços voltados a este setor tendem a crescer.
- Especialmente positivo para setores de comércio e serviços e apesar do peso das relações comerciais externas, o mercado interno assumirá o papel de motor da economia brasileira.
- Atuação macroeconômica continua atraindo empresas estrangeiras de serviços, impondo desafios às empresas de comércio especializado e não especializado, podendo ocorrer fusões e aquisições.
- Segmentos de saúde, educação, limpeza e vigilância serão alvos da reorganização
do mercado.
- Entrada de estrangeiros vai elevar nível de concorrência empresarial. Negócios que não se modernizarem ou que possuem problemas de gestão serão os mais impactados.
- Franquias continuarão sendo uma tendência em expansão
- Poderá haver falta de mão de obra qualificada O intenso processo de reorganização produtiva no País atingirá, especialmente, os setores industrial e de comércio e serviços.
- Entraves ao crescimento do setor terciário serão agravados devido pouco avanço das reformas institucionais e da modernização produtiva do País.
- Envelhecimento da população vai gerar mercado para indivíduos com mais tempo disponível e recursos.
- Em estruturas familiares com muitos filhos jovens, haverá a criação de um mercado com pouco tempo e muitos recursos, levando à concentração do comércio em determinados aglomerados para poupar tempo, não se importando este consumidor em pagar mais.
- Poderão haver crises localizadas devido à logística. Em decorrência do aquecimento dos negócios, do consumo de automóveis e da valorização imobiliária, as cidades terão maiores congestionamentos.
As 21 tendências apontadas pelo estudo da CNC e do Sebrae:
• Automação e incorporação de tecnologia de informação
• Inovação tecnológica
• Serviços intensivos em Conhecimento (SIC)
• Demanda de mão-de-obra qualificada
• Avanço do setor privado na educação
• Maior segmentação do mercado
• Concentração espacial
• Arranjos horizontais
• Terceirização
• Mudança da pauta do comércio internacional
• Aumento do investimento estrangeiro direto no setor de serviços no Brasil
• Comércio eletrônico (e-commerce)
• Simplificação de tributos
• Formalização
• Criação de marca própria no comércio
• Franquias
• Mudança do perfil demográfico e poder aquisitivo
• Generalização do uso de meios de pagamento eletrônicos e bancarização
• Aumento da demanda por serviços de segurança
• Especificidades do turismo
• Expansão dos serviços voltados à agropecuária
As Informações são da Agência Sebrae de Notícias
www.agenciasebrae.com.br
Fonte: Revista Incorporativa
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