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Relação entre Capital Organizacional e Coaching Executivo Empresarial
Posted by Helena Ribeiro on out.25, 2011, under Empreendedorismo Comente
Nesta era de competitividade global, empresários e executivos devem estar sempre atualizados e um passo à frente, desenvolvendo-se e preparado para situações inesperadas. Estar atualizado é estar pronto para entrar em ação, a qualquer momento. Ser o melhor dos melhores e sem medo de alçar altos voos.
Em síntese, as organizações investem recursos financeiros no desenvolvimento do Capital Humano e Social e esperam como retorno valorizar o Capital Organizacional. Enfim, empresários e executivos podem avaliar estes capitais e potencializar suas ações para maior valorização dos mesmos. (Leia mais…)
QS – Inteligência Espiritual nos Negócios – O diferencial para o futuro nas organizações
Posted by Helena Ribeiro on out.25, 2011, under Empreendedorismo Comente
O conceito de inteligência tem evoluído de forma acelerada nos últimos tempos, onde, no início do século passado, começou a ser difundida a idéia do Quociente de Inteligência, como uma espécie de organização neural que permite ao homem pensar de forma lógica e racional. A expressão se popularizou quando foram desenvolvidos testes psicológicos, ou seja, “testes de inteligência” para aplicação em adultos, também conhecido como QI (Quociente Inteligência).
Posteriormente, foram surgindo outras linhas de pesquisas contestando os testes de inteligência como sendo “únicos” medidores de níveis de inteligência, que se baseavam na premissa de que os mesmos mediam apenas as qualidades lógicas – matemáticas e lingüísticas, desconsiderando outras aptidões humanas. As pesquisas demonstraram que no âmbito profissional constatou-se de maneira prática que nem sempre os mais bem “dotados” intelectualmente eram os mais competentes para exercerem determinadas funções. E com isso, vários estudos e pesquisas foram realizados.
Como resultados dessas pesquisas surgem, na década de 80, os conceitos do psicólogo e pesquisador norte-americano Howard Gardner, que propôs uma visão pluralista da mente, ampliando o conceito de inteligência única para o conceito de Inteligências Múltiplas (IM), abordando que a inteligência era composta de pelo menos oito diferentes habilidades naturais, entre elas: lógico-matemática, lingüística, interpessoal, intrapessoal, corporal-cinestésica, musical, espacial e naturalista – ambiental. Tendo em vista um vasto campo de estudo das inúmeras capacidades humanas, alguns autores descobriram outras inteligências que complementaram as IMs, até mesmo o próprio Gardner. As pesquisas de Gardner e seus seguidores continuaram e atualmente são conhecidos 11 tipos de inteligências diferentes.
Em 1995, o psicólogo Daniel Goleman apresentou o conceito de Inteligência Emocional (IE) ou Quociente Emocional (QE), que englobou os dois conceitos de Gardner sobre o tema inteligência Intra e Interpessoal. Goleman foi o autor do livro Inteligência Emocional, editado em 1995 e que se tornou best-seller no mundo inteiro, sendo o defensor das emoções nas relações empresariais. Para continuar com seu trabalho, lançou mais dois livros: Trabalhando com a Inteligência Emocional e, em conjunto com mais dois autores, o O Poder da Inteligência Emocional – A Experiência em Liderar com Sensibilidade e Eficácia.
Segundo Goleman, é o QE que capacita o ser humano a reconhecer os seus sentimentos, a lidar com suas emoções, adequando-as às situações e colocando-as a serviço de um objetivo. Reconhecendo as próprias emoções, o ser humano passa, conseqüentemente, a reconhecer as emoções do outro, criando inter-relações mais saudáveis.
“Foram décadas de pesquisas realizadas em empresas de classe mundial, onde os pesquisadores afirmam que os líderes vibrantes que conseguem ressoar seu entusiasmo – independente do nível hierárquico – obtêm a excelência não somente por meio de técnicas, dinamismo e inteligência, mas pela capacidade de estabelecer uma conexão emocional com os outros, utilizando suas habilidades de IE, com empatia, assertividade e autoconfiança”.
Como resultado de milhões de anos de evolução, nossas emoções formam um sofisticado sistema interno de orientação, uma fonte valiosa de informações que nos ajudam na tomada de decisões. Um QE desenvolvido é de suma importância para o bom êxito profissional, ele nos dá capacidade de adaptação e é através dele que o QI se expressa.
Baseado no crescimento da importância e da sensibilidade do QE, surgiu, no final da década passada, a Inteligência Espiritual, que está mudando a compreensão do processo de desenvolvimento do ser humano.
Como as pesquisas não pararam, em 2000 a física e filósofa norte-americana Danah Zohar, em parceria com o psiquiatra Ian Marshal, publicaram o livro “QS – Inteligência Espiritual”. O livro fez emergir um novo conceito de inteligência: o “Spiritual Quocient” ou Quociente Espiritual (QS). Segundo os autores, o QS é a base necessária para que as outras Inteligências (QI e QE) operem de modo eficiente. O QS tem um poder de transformação que o diferencia das outras Inteligências, indo além da capacidade intelectual e emocional do indivíduo.
Segundo os autores, o QS é a inteligência que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto QS implica ser resiliente e capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e, mais cheia de sentido, adequando senso de finalidade e direção pessoal. Ter ou desenvolver inteligência espiritual aumenta nossos horizontes e torna-nos mais criativos, é uma inteligência que nos impulsiona e está ligada à necessidade humana de ter um propósito de vida, respeitando os valores individuais e da sociedade que norteiam as ações da humanidade.
O trabalho da Dra. Zohar tem sustentação em pesquisas científicas feitas ao longo da última década, nas áreas de neurologia, neuropsicologia e neurolingüística. Nos anos 90, o neuropsicólogo Michael Persinger e o neurologista Vilanu Ramachandran identificaram, no cérebro humano, nas conexões neurais nos lobos temporais, um ponto que aciona a necessidade humana na busca do “sentido da vida”. O ponto foi denominado “O Ponto de Deus”. Através de escaneamentos feitos com topografia de emissão de pósitrons, os cientistas mostraram que a área se iluminava toda vez que os pacientes discutiam temas espirituais. Segundo a Dra. Zohar, “o Ponto de Deus” mostra que o cérebro evoluiu para fazer perguntas existenciais, em busca de sentidos e valores mais amplos.
O livro QS causou um grande impacto no mundo corporativo que, segundo a própria Dra. Zohar, “passa por uma crise de sustentabilidade”. O modelo adotado pelo mundo dos negócios, baseado no lucro imediato, gerou uma cultura corporativa desconectada de valores mais profundos. O impacto negativo desse modelo reflete-se tanto na devastação ambiental, resultante de uma exploração predatória dos recursos naturais do planeta, quanto em desequilíbrios físicos e psicológicos nos indivíduos que trabalham ou que de alguma maneira são afetados por esse modelo. “Há uma profunda relação entre a crise da sociedade moderna e o baixo desenvolvimento da nossa inteligência espiritual”.
O QS não tem relação direta com religião, é uma inteligência que nos direciona em momentos de impasse, quando nos deparamos presos nas armadilhas dos velhos padrões comportamentais, quando enfrentamos problemas com trabalho, sofrimentos emocionais ou doenças físicas. São nesses momentos que o QS nos mostra que temos problemas existenciais e fornece-nos pistas de como solucioná-los.
Para os adeptos do desenvolvimento contínuo, o QS já é um conceito enraizado para outros e uma ferramenta valiosa para melhorarmos como seres humanos. Ter um QS desenvolvido nos traz autoconsciência, crença no que se faz e nas pessoas, capacidade em lidar com as adversidades, espontaneidade, capacidade de ir além dos interesses pessoais, a qual busca um sentido maior para a vida, uma visão holística do mundo, amor no trabalho e nas pessoas, o compartilhamento de idéias. Essas são algumas características de pessoas que usam o QS.
Quando as empresas investem em trabalhos que busquem elevar o QS do capital humano, além de formar equipes e lideranças espiritualmente inteligentes, contribuem para uma mudança de paradigma organizacional, onde o conceito de lucro não se sustenta apenas em valores materiais, mas também em valores sociais, éticos, espirituais e universais.
O profissional de hoje com 30 anos, que almeja ou tenha um cargo de liderança, deveria fazer um planejamento profissional e se projetar para 2016. Será apenas uma década, mas ele poderá sonhar e realizar.
Poderá deixar a sua marca “VOCÊ SA” por onde passar;
Poderá ser um exemplo de liderança organizacional ou política;
Poderá deixar herança para as próximas gerações;
Poderá ser resiliente e continuar sonhando;
Poderá ser um cônjuge, um filho, um pai, uma mãe, um amigo…, ou seja, poderá aproveitar as oportunidades da vida para ser um ser humano melhor do que ontem, do que hoje, do que amanhã… ou simplesmente ser mais um ser humano na multidão.
Compreender a formação dos seus três Q (QI, QE e QS) e desenvolvê-los a fim de poder ir do aprender para o compreender, de saber transformar conhecimento em sabedoria. É desenvolver o “sentido de pertencer”, ampliando a percepção de que toda a vida no planeta existe dentro de um grande círculo de relações, a grande teia da vida e do universo. Para isso, devemos remover bloqueios e preconceitos que nos impedem de assimilarmos novos conhecimentos.
Descartar conclusões precipitadas e iniciar um processo de busca sobre a Inteligência Espiritual, cujo conceito está revolucionando o mundo, servirá não somente para esclarecer a diferença entre espiritualidade e religiosidade, mas também para estimular o uso do QS com um diferencial que, somados aos QE e QI, tornar-lo-á um ser humano melhor.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
RIBEIRO, Helena. A Razão da Emoção – Liderar com Sensibilidade.
GARDNER, Howard. Múltiplas Inteligências. Ed. Artmed.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional.Editora Objetiva.
GOLEMAN, Daniel.Trabalhando com a Inteligência Emocional. Ed. Objetiva.
GOLEMAN, Daniel, BOYATZIS, Richar e MCKEE, Anne. O Poder da Inteligência Emocional – A Experiência em Liderar com Sensibilidade e Eficácia. Ed.Elsevier.
ZOHAR, Danah. SQ-Spiritual Intelligence- The Ultimate Intelligente.Ed. Bloomsbury:2000.
ZOHAR, Danah. Spiritual Capital. Ed. Bloomsbury: 2004.
ZOHAR, Danah. Entrevista à Revista Exame em 2001.
International Spirit at Work Award http://www.spiritinbussiness.org
Instituto Ethos – Empresas e Responsabilidade Social http://www.ethos.org.br
O Profissional Moderno x O Profissional Tradicional
Posted by Helena Ribeiro on out.25, 2011, under Empreendedorismo Comente
Nesta era de competitividade global o profissional moderno necessita estar atualizado não apenas com o desenvolvimento dos negócios, mas espera-se deste um investimento pessoal que o capacite para os mais diferentes ambientes de atuação, ou seja, para a vida. Destes profissionais, se destacam àqueles que diante das mudanças apresentam maior flexibilidade e autogerenciamento. Exige-se muito mais do profissional moderno que daquele de alguns anos atrás. Para tanto, as empresas buscam atualmente no mercado de trabalho, profissionais líderes, que mesmo não ocupando cargo de liderança, possua a competência de influenciar outros a agir.
Diferente do profissional tradicional que trabalha de forma linear, que recebe ordens de cima para baixo num ambiente impessoal e muitas vezes crítico, com mecanicismo e disciplina que resultam em áreas de trabalho tensas e sem a valorização do capital humano. Já o profissional moderno atua em equipe, tem metas profissionais e pessoais e possui consciência do que é imprescindível para seu desenvolvimento. Afinal, a competitividade é ferrenha.
Neste cenário os profissionais necessitam além de especialização profissional e se necessário, ser multifuncionais; ter equilíbrio nas inteligências racional, emocional e principalmente, desenvolver e/ou aprimorar a inteligência espiritual (QS), uma nova competência da década de 90, valorizada nas organizações e na sociedade. Danah Zoahr, filósofa americana, em parceria com o psiquiatra Ian Marchal, publicaram o livro “QS – Inteligência Espiritual”, afirmam que o QS é a base para que as demais inteligências operem de modo mais eficiente tornando o ser humano uma pessoa espiritualizada. Na nova década o mercado valorizará o profissional moderno com maior autodesenvolvimento e visão holística.
Novos métodos de conhecimento e capacitação permitem ao profissional moderno crescimento profissional, pessoal e estilo empreendedor. Desta forma, o profissional que tem um plano de carreira e de vida, gerencia sua carreira como se fosse sua empresa.
No mundo corporativo, o profissional se adéqua às mudanças e têm consciência desta necessidade, daí a importância do desenvolvimento de novas habilidades e conhecimentos. Motivação, criatividade, resiliência, trabalho em equipe, entre outras, no profissional moderno há sempre algo a desenvolver. Afinal, o homem é um eterno aprendiz.
De acordo com José Augusto Minarelli, conselheiro de carreiras e outplacement, o mercado de trabalho está em rápido processo de transformação apresentando assim, menor quantidade de empregos formais e maiores oportunidades de novas maneiras de prestação de serviços.
Minarelli estimula a Inteligência Mercadológica (habilidade de estar atento e perceber as necessidades das pessoas, fonte inesgotável de geração de emprego e renda), nas pessoas e acredita que dessa forma estarão preparadas para enfrentar o desafio proposto pelo economista irlandês Charles Handy ao filho: “Procure cliente, não empregos!”
Atualmente, existem várias maneiras de obter conhecimento; inúmeras instituições de ensino, cursos técnicos, treinamentos comportamentais, livros e teses de doutorados de excelentes conteúdos disponíveis gratuitamente na Internet, para auxiliar o aperfeiçoamento e capacitação dos profissionais que buscam o autodesenvolvimento. Lembrando que a natureza também é uma fonte inesgotável de aprendizado, e a partir deste conceito, surgiu na década de 90 no Brasil, a metodologia experiencial ao ar livre, conhecida também como treinamento vivencial ao ar livre, outdoor training ou treinamento ao ar livre.
A metodologia experiencial possibilita uma nova perspectiva de aprendizado e aperfeiçoamento do C.H.A (Conhecimento, Habilidade e Atitude), visto ser uma ferramenta eficaz de ensino experiencial. O profissional moderno tem visão das exigências do mercado e sabe que precisa se reinventar, se adaptar, superar seus obstáculos, para manter-se competitivo. Afinal, estar comprometido no desenvolvimento das competências de um profissional moderno, aperfeiçoar as relações entre a Natureza humana (intrapessoal e interpessoal), desenvolver diversas competências que necessitar ao longo de sua carreira e vida, sem medo de sonhar e alçar novos voos, é sua meta diária. Afinal, VOCÊ é um único protagonista de sua vida.
$uce$$o hoje e sempre!
Inteligência Espiritual – Uma Competência Essencial ao Empreendedor
Posted by Helena Ribeiro on out.25, 2011, under Empreendedorismo Comente
Os Empreendedores, sempre comprometidos com melhores resultados para se manterem competitivos, se servem cada vez mais de metas e estratégias arrojadas. Para acompanhar este frenético ritmo precisam inspirar e influenciar positivamente outras pessoas e sua equipe para a ação. Afinal, as mudanças no mercado são constantes e os empresários são postos à prova, sempre!
As empresas competitivas precisam de profissionais que sejam capazes de agir com qualidade, eficácia, que superem desafios, independente de ambientes turbulentos ou estáveis. Porém, como os empreendedores podem adquirir cada vez mais experiências e competências para se sobressair em circunstâncias imprevistas e de forte pressão dentro das empresas e na família, ou seja, da vida. Este é o desafio, não só dos empreendedores, mas sim da humanidade.
A Evolução das Inteligências
Dada a importância nas pesquisas sobre evolução das inteligências na humanidade, em 2000, a física e filósofa norte-americana, Danah Zohar, publicou o livro “QS – Inteligência Espiritual”. Segundo ela, a Inteligência Espiritual (IE) é a base para que as demais inteligências – intelectual, emocional, entre outras, operem de modo mais equilibrado, tornando o ser humano uma pessoa espiritualizada e mais preparada para a vida.
Vários pesquisadores afirmam que pessoas que tem Inteligência Espiritual são consideradas espiritualizadas, vibrantes e conseguem ressoar seu entusiasmo – independente de religião ou posição social – obtendo a excelência não somente por meio de técnicas, dinamismo e inteligência, mas pela capacidade de estabelecer conexão emocional com os outros, utilizando suas habilidades de Inteligência Espiritual, como empatia, assertividade, autoconfiança entre outras. Nós, empreendedores, devemos nos valer destas ricas informações para desenvolver e/ou aperfeiçoar cada vez mais nossa Inteligência Espiritual e da equipe, utilizando-a no trabalho, família e sociedade.
Atitudes de um empreendedor espiritualizado
Identifica-se uma pessoa espiritualizada praticamente por suas palavras e atitudes que condizem com suas ações do cotidiano. No geral, são pessoas que distinguem a diferença entre religiosidade e espiritualidade, não polemizam sobre crenças, dogmas, valores e religião, com pessoas cujas opiniões sobre estes assuntos são radicais e que normalmente querem impor suas crenças como pura verdade. Em suma, existem muitos espiritualistas que não são religiosos, como existem muitos religiosos que não são espiritualistas.
A Inteligência Espiritual nos Negócios
Em várias organizações há muitos profissionais com inteligência espiritual, inclusive em grau evoluído, mas muitos têm dificuldade em aplicá-lo totalmente no cotidiano, pois existem empresários que ainda não valorizam a Inteligência Espiritual como uma importante competência a ser desenvolvida e/ou aperfeiçoada, principalmente na liderança e demais funcionários.
Exemplos de pessoas espiritualizadas
Ao longo da história surgiram grandes líderes com alto grau de Inteligência Espiritual, entre eles: Gandhi, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Chico Xavier, Princesa Diana, Airton Sena, Betinho, Jesus Cristo, Dalai Lama, entre tantos outros. Aliás, se você for um empreendedor espiritualizado, estará se identificando comigo neste artigo.
Todo ser humano pode ser espiritualista?
Há pessoas que já nascem com esta competência, o que as torna um ser humano diferenciado, podendo se destacar na história da humanidade, como os exemplos citados.
Para quem não a possui, ela pode ser desenvolvida em sua grande maioria, mas acredito que infelizmente nem todas as pessoas conseguirão, pois o caminho não é tão simples, transcende o conhecimento técnico, a forma de convívio com as pessoas e sociedade. Também é preciso entrar em contato com seu “eu interior”, “virar a lupa para dentro” e rever suas atitudes, comportamentos, palavras e principalmente, encontrar um canal direto com seu “deus interior”. Estimula a auto-reflexão da sua competência intrapessoal e a importância da busca constante do equilíbrio entre as inteligências: Intelectual, Emocional, Espiritual e demais. Afinal, o autoconhecimento e desenvolvimento podem ser constantes, só depende do quer do ser humano.
Indo além, uma quadrilha de criminosos, pedófilos, estupradores, políticos corruptos, os “colarinhos brancos”, entre tantos absurdos que vemos e ouvimos, até encontramos muitos religiosos entre essas pessoas que, infelizmente, não são espiritualistas. Enfim, é desejo da humanidade que eles um dia se arrependam de seus atos, paguem através da justiça por seus crimes e posteriormente, por suas novas atitudes, se merecedoras, desenvolvam a espiritualidade.
Inteligência Espiritual em Destaque
Como os estudos e pesquisas sobre Inteligência Espiritual têm pouco mais de uma década, ainda são escassos autores escrevendo sobre sua importância na vida, nas empresas e na sociedade, o que deve mudar nesta década.
Venho pesquisando desde 2002 sobre a importância desta competência nos negócios, incluindo entrevistas com espiritualistas, religiosos, leituras, reuniões com grupos de interesse sobre o tema, entre outros estudos sobre os resultados desta competência nas organizações, na vida e na evolução da humanidade. Nos últimos anos, tenho proferido palestras sobre o tema e em vários treinamentos de equipes abordo a importância da competência espiritual no perfil do profissional competitivo, auxiliando pessoas a desenvolverem cada vez mais sua espiritualidade. Este é o terceiro artigo que escrevo sobre o tema e acredito que a próxima década seja um marco de divulgação e valorização da Inteligência Espiritual nas organizações, na família e sociedade.
Afinal, empreendedores e executivos muitas vezes trabalham longa jornada, moram em hotéis, viajam muito, dormem em aviões etc. Muitos são “nômades” casados, separados, divorciados, solitários. Profissionais que muitas vezes inconcientemente vivem em função do trabalho e negligenciam a saúde, entre outras coisas também importantes na vida pessoal.
Essa engrenagem, muitas vezes massacrante, pode resultar numa vida controlada pela lógica dos mercados e muito sucesso profissional, mas se não tomarmos cuidado ela abalará cada vez mais a nossa saúde emocional. Laços e valores familiares se enfraquecem, a saúde fica vulnerável, até o amor por si próprio muitas vezes pode ficar em segundo plano. Enfim, devemos tomar cuidado com estes sinais, porque elem nos levarão ao estresse. Se é que você leitor, já não está estressado… risos.
No início dos anos 90, o estresse se alastrou para todas as classes sociais, sem distinção e encontrou no estilo “nômade” seu melhor hospedeiro.
O empresário “nômade” normalmente não tem uma rotina de alimentação saudável, sem tempo para praticar exercícios físicos, encontrar com os amigos etc. Tudo isso, aliado às pressões profissionais, novos desafios, obstáculos, entre outras centenas de responsabilidades de um empresário ou executivo, que muitas vezes não encontram tempo para realizações emocionais e dedicação familiar. O pior é que um empreendedor “nômade” pode ser um propagador do estresse na sua empresa e até na família. Portanto, a administração do tempo com o profissinal, educacional, familiar, saúde, amigos e lazer, pode ser obtido pelo uso da inteligência racional, emocional, deixando a espiritual “falar” mais alto para equilibrar as demais. Afinal, a vida dos empresários “nômades” vai continuar existindo em maior ou menor intensidade, porém cabem a nós, empreendedores, presidentes de empresas, executivos e demais profissionais, darmos o devido valor na nossa vida! Ou VOCÊ acredita que alguém pode fazer isto por VOCÊ?
Se você chegou até aqui, é porque o assunto despertou seu interesse e fico muito feliz. Até breve!
No link http://www.razaohumana.com.br/artigos.php encontram-se vários artigos que escrevi sobre outros temas que possam interessar a você leitor.
Caso queira opinar sobre o artigo, será um prazer. E-mail: helenaribeiro@razaohumana.com.br
“Ser Águia é voar mais alto. É o símbolo da visão de quem consegue perceber o imperceptível, o invisível, o espiritual…” Helena Ribeiro
Helena Ribeiro também é Colunista da Revista Clube de Empreendedores e escreve artigos na seção Empreender. Para ler a Revista Digital, acesse o site http://www.clubedeempreendedores.com.br/
Competências do Profissional Águia
Posted by Helena Ribeiro on out.25, 2011, under Empreendedorismo Comente
Escrever sobre competências que compõem o perfil do profissional de alta performance ou sobre o famoso C.H.A (conhecimento, habilidades e atitudes) ou A.C.H.E (atitude, conhecimento, habilidade e entusiasmo), não é tão simples, pois são tantas que desenvolvemos ao longo da vida e carreira, que não seria eu neste artigo a citar as mais importantes. Para cada fase que vivemos, necessitamos aprimorar nossas habilidades e desenvolver novas competências técnicas, comportamentais e atitudinais. Sempre!
Enfrentar desafios na vida empresarial e pessoal é rotina para a maioria das pessoas, mas adquirir experiência para superá-las é meta para poucos e no livro VOCÊ, a Águia e a Natureza, incentivo os profissionais competitivos a superarem seus limites reais ou imaginários e a conquistarem seus objetivos, despertando a águia interior de cada um, adormecida às vezes.
Há mais de 16 anos atuando na área de Recursos Humanos, pude compilar vários conceitos e principalmente as experiências de treinar milhares de profissionais de diversas áreas, com dezenas de cursos voltados a gestão do capital humano. Tais conhecimentos atrelados à minha experiência gerencial, de empresária e de vida foram fonte inspiradora para escrever o livro VOCÊ, a Águia e a Natureza – O Experiencial do VOCÊ S.A lançado na Bienal Internacional do livro em 2008 e 2ª edição revisada em 2009.
A proposta do livro é ajudar as pessoas a ser o melhor profissional possível, superar limites e atingir seus objetivos. Ele pode ser considerado um grande “farol” que ilumina oportunidades para o seu desenvolvimento e diante desse “farol” você pode acelerar fundo e sem medo de ser multado pela vida. Afinal, a vida é composta por erros e acertos.
Além da abordagem das competências essenciais, exploro o perfil do profissional tradicional versus o profissional moderno, que deve estar preparado para situações inesperadas e pronto para entrar em ação, a qualquer momento.
O livro ressalta também a importância da Natureza no aprendizado humano, lembrando-nos de que a mesma é nossa grande fonte de inspiração. Aristóteles já dizia: “A Natureza não faz nada inútil. A mãe natureza é catedrática. Esta imensa “sala de aula” torna-se um ambiente inusitado para aplicação da metodologia experiencial ao ar livre, que através de vários programas de T&D, as empresas continuam investindo no desenvolvimento no seu maior capital, intelectual e humano, como grande diferencial competitivo.
A interação com a Natureza para aperfeiçoar e/ou desenvolver habilidades e reflexões sobre atitudes e comportamentos irá contribuir para você ser um profissional cada vez mais competitivo e de alta performance.
Cito as virtudes das águias, que é símbolo dos EUA, foi de grandes impérios (russo, alemão, francês), e ainda é fonte inspiradora para a humanidade, que por possuir tantas qualidades é considerada a “Rainha dos Ares”. Utilizo tais exemplos para instigar a águia interior que existe dentro de cada um, incluindo analogias no aperfeiçoamento dos seres humanos.
O livro é um incentivo para o leitor tornar-se um profissional águia, de alta performance, capaz de contagiar os colegas de trabalho motivando-os para a ação e mudança de comportamento.
O Profissional Águia busca o autoconhecimento e desenvolvimento contínuo. São pessoas movidas por valores e ideais; encaram desafios, não tem medo da adversidade da vida; têm independência; perguntam sempre “por quê?”; têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo; são determinadas; têm visão do macro, mas não deixam de analisar o micro, entre outras habilidades e atitudes.
Em se tratando de um profissional competitivo, há exigências de dezenas de competências técnicas e comportamentais que desenvolvemos, mas que são complementadas por oito que julgo como base para as demais. Exploro-as no livro e abaixo as cito resumidamente.
1) Autoestima
A autoestima é uma competência poderosa. O sentimento que uma pessoa tem em relação a ela mesma, é capaz de transformar uma vida: ter consciência do seu valor pessoal, acreditar em si mesmo, confiar no seu potencial, mas na prática não são tarefas tão simples assim.
Na infância, o conceito de autoestima começa a ser formado. Decodificamos a maneira como os outros nos tratam e tiramos conclusões que podem durar uma vida inteira. É possível que tenhamos uma visão distorcida de como somos. As experiências do passado ainda exercem, sem dúvida, uma grande influência na nossa vida adulta. Decepções, situações de perda, ou falta de reconhecimento por algo que se fez, contribuem para a perda de autoestima.
Quando nossa autoestima está baixa, ficamos inseguros, acreditamos não sermos capazes, cheios de dúvidas. Queremos agradar aos outros a qualquer custo. Não pensamos sequer em agradar a nós mesmos.
A autoestima afeta o desenvolvimento da competência intrapessoal e interpessoal, em tudo aquilo que fazemos no trabalho, na família, na sociedade, na saúde, no amor e em nossa fé. É o valor que você dá a si mesmo e impõe respeito. Os outros sempre tratam você como você se trata. Isso é fato.
Se você carrega alguma insegurança desde a infância, resolva-a. Resgate essas memórias, trabalhe-as. Nunca há uma melhor hora que o presente.
No mundo dos negócios, as pessoas querem trabalhar com pessoas que sabem o que estão dizendo, que não hesitam e que confiam em si.
A autoestima foi a primeira competência citada, porque ela influi diretamente nas demais.
“A autoestima é o que há de mais divino no ser humano. Pois quando nada lhe resta, resta-lhe a si mesmo” – Cíntia Salavato
2) Autocrítica
A autocrítica é um processo de análise que visa elucidar fatos sobre os seus próprios atos, considerando tanto os aspectos positivos como os negativos.
O objetivo da autocrítica é fazer uma avaliação realista, para que possamos identificar aquelas áreas da nossa vida que se beneficiariam de um aprimoramento.
O pensador alemão Otto Rank já dizia, no início do século passado, que as pessoas quando fazem uma autocrítica, correm o risco de se anularem, de produzirem sentimentos de inferioridade e culpa. Esta não é a maneira de se conduzir uma autocrítica saudável.
Um dos passos de autocrítica saudável é aceitar que ninguém é perfeito, e que você também não é. Que maravilha! Somos todos iguais na nossa imperfeição.
Escolha o timing para fazer uma autocrítica. Ela não é uma comparação entre o seu comportamento e o de outras pessoas. É você com você mesmo, sempre. É “virar a lupa” para dentro de si e analisar-se integralmente, admitir erros, e se possível corrigi-los. Afinal, o resultado de uma boa autocrítica servirá como guia para o aperfeiçoamento da competência intrapessoal e interpessoal.
“O erudito se vale dos seus conhecimentos para criticar os outros. O sábio é um homem que crítica a si mesmo”. – Bernard Shaw
3) Autodesenvolvimento
O autodesenvolvimento consiste em colocar em prática um conjunto de ações que visam o melhoramento e evolução de si próprio.
Possuímos muitas metas e planos que desejamos realizar. Como águias, somos livres e temos a opção de escolhermos nossos destinos e caminhos. Embora saibamos aquilo que queremos, muitas vezes, confusos, escolhemos os caminhos que nos afastam dos nossos objetivos.
O exercício da autocrítica é muito útil aqui, pois o autodesenvolvimento é como uma águia, o renovar é constante. É importante ter um projeto de vida pessoal e profissional, incluindo cuidados com a saúde física, emocional, mental e espiritual, ou seja, objetivos definidos para direcionar planos, sonhos, novos voos e sem medo de alcançá-los.
Não importa o que você tenha colocado na sua lista. Uma vez que o hábito tiver sido convertido, você ficará tão feliz que esquecerá o trabalho dedicado e se sentirá recompensado. Porém, encontrando dificuldade em tomar certas atitudes, procure um coach, um psicólogo ou um profissional especializado que possa ajudá-lo. Não espere que ao longo do tempo alguém do trabalho, da família ou amigos o aconselhe a fazer isso. Felizmente a psicologia e outros métodos estão disponíveis e acessíveis para auxiliá-lo com suas metas para atingir os resultados que virá em sua maioria com muita disciplina, determinação, foco e principalmente um sonho a ser realizado. Portanto, não desista!
“Existe apenas um canto do universo que você pode ter certeza de aperfeiçoar, que é você mesmo.” – Aldous Huxley (escritor inglês)
4) Comunicação
A comunicação, em palavras simples, é a troca de informações entre dois sujeitos ou objetos. Nós, humanos, nos comunicamos através de símbolos, sejam eles palavras, desenhos, gestos ou expressões. A comunicação é uma ferramenta essencial que precisamos dominar, senão, não iremos a lugar nenhum, literalmente.
Em um processo de comunicação existem diversos componentes: o emissor, o receptor, a mensagem, o meio de comunicação, e o feedback, entre outros.
O responsável pelo sucesso da comunicação é sempre o emissor. Quem está com a palavra, emitindo uma ideia, é quem tem que achar a melhor maneira de transmiti-la.
Enquanto o receptor não interpretar a mensagem da maneira que o emissor está propondo, não há comunicação, apenas ruído, ou seja, se alguém não entendeu o que você quis dizer, a culpa é sua. É importante que fique clara essa responsabilidade.
Na comunicação, principalmente face to face, muitas pessoas incluem as inteligências emocionais e espirituais, pois quando falamos emitimos sinais de gestos, tom de voz, olhares, sentimentos, ou seja, comunicamos também com a postura que provoca reações à outra pessoa, e assim segue. O corpo fala!
Sorria sempre que possível, pois em termos neurológicos, o riso representa a distância mais curta entre duas pessoas. O sorriso cria empatia, que facilita a comunicação.
“A luta pela democracia é que desenvolve o mundo e ela se constrói com e através da comunicação.” – Betinho
5) Trabalho em Equipe
Trabalho em equipe é uma competência que quanto mais trabalhada melhor, não só pelas razões óbvias, mas porque facilita o aprendizado. Há troca de experiências constantemente entre os membros da equipe, e logo, muita oportunidade de crescimento pessoal também. Tenha isso sempre em mente. Podemos evoluir no nosso cotidiano!
O trabalho em equipe é sempre mais prazeroso quando há uma conexão emocional e espiritualizada com os outros, melhorando os relacionamentos com cumplicidade. Trabalhe isso sendo o cúmplice que você gostaria de ter. Vá ao encontro das pessoas. Não espere que elas venham até você. Seja pró-ativo, use a empatia.
Para o sucesso do trabalho em equipe, é muito importante que os outros confiem em você. As empresas querem funcionários que sabem trabalhar bem com outras pessoas.
Dê feedback sempre. Se ele for positivo, divida-o com todos; se for negativo, faça-o com cuidado e individualmente com atenção ao fato de também ressaltar os méritos.
A diversidade é necessária e enriquecedora. Saber lidar com as diferenças é uma condição para o sucesso. No mercado há diversas denominações do conceito de equipe, sendo as mais usuais:
Equipe: conjunto de pessoas com objetivos comuns, que realizam trabalho interdependente e são coletivamente responsáveis pelos resultados.
Equipes de Alta Performance: conjunto de pessoas que têm liberdade para atuar e estabelecer métodos de trabalho e são capazes de executar suas metas.
Reflita, a equipe em que você trabalha se encaixaria em qual destes tipos? Pode ser que não por vários motivos ela ainda não seja uma equipe de alta performance. Porém, isso nada impede VOCÊ de ser um profissional de alta performance.
“Nunca esqueça que a vaidade é inimiga do espírito de equipe.” – Bernardinho
6) Superar Desafios
Desafios são oportunidades. Quando somos desafiados, nos sentimos provocados. É como se tivéssemos um alvo que de repente queremos acertar. Quando superamos desafios, conquistamos muito além dos objetivos propostos. Conquistamos confiança, autoestima e felicidade. Portanto, não desista. Nunca.
É claro que superar desafios não é uma simples tarefa. É uma missão. Uma oportunidade com adversidades. Há o potencial de risco, é possível fracassar.
Os desafios, ao mesmo tempo em que nos excitam, nos ameaçam.
Tanto os grandes quanto os pequenos desafios mexem com o nosso imaginário. Por isso, a melhor maneira de trabalhar a nossa capacidade de superar desafios é rever as nossas atitudes diante dos obstáculos.
Seja prudente, analise a situação como um todo. Diante de desafios, temos que tomar decisões. Antes de tomá-las, é preciso ter o máximo de informações possível. Utilize a visão 360º graus para enxergar todas as possibilidades.
A sorte está do lado dos bem-aventurados. Use o bom-senso. Desafios são apenas desafios enquanto nós ainda não os superamos.
“A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.” – Confúcio
7) Resiliência
A resiliência é um termo oriundo da ciência, mais precisamente da Física. Significa a capacidade dos materiais de resistirem aos choques. O conceito se alastrou por outras áreas, e hoje significa a capacidade que uma pessoa tem de sobreviver a um trauma. A resistência que os seres humanos têm em face das desventuras. Não se trata apenas da resistência em si, mas da visão positiva e capacidade de reconstrução da vida, mesmo com um ambiente desfavorável.
A resiliência é uma competência pessoal, mas não necessariamente deve ser trabalhada sozinha. O apoio e acolhimento das pessoas que nos circundam, é muito bem-vindo.
No ambiente profissional ter a capacidade de seguir adiante com otimismo, de receber e dar apoio aos nossos colegas é fundamental para o equilíbrio do time, mesmo que ao redor tudo esteja indefinido. Afinal, existem muitos momentos na vida empresarial e pessoal em que temos que suportar as pressões para em seguida voltar ao nosso estado natural. É dançar conforme a música e harmonizar sempre.
“Sempre faço o que não consigo fazer para aprender o que não sei.”(Pablo Picasso)
Inteligência Espiritual
Inteligência Espiritual (QS), também conhecida como terceira inteligência, se trata de uma nova competência, que atua em uma dimensão além da razão e da emoção. É na inteligência espiritual que encontramos a felicidade, a qualidade de vida, a solidariedade e a realização pessoal e profissional.
Quando não conseguimos resolver algo somente através da razão ou da emoção, entra em cena outra força, a inteligência espiritual, baseada na intuição e valores interiores. A inteligência espiritual nos guia, colocando nossas experiências em um contexto de sentido de valor. Pensamos com consciência nas nossas ações, qual é a finalidade delas, como elas implicam na nossa direção pessoal. A inteligência espiritual está ligada à necessidade humana de se ter um propósito na vida. É uma base que criamos para desenvolver valores éticos e crenças que norteiam nossas ações.
Na última década, além das pesquisas de pontos neurológicos nos lobos temporais, há muitas experiências místicas e espirituais que batizaram este ponto como “ponto de deus”. Esse ponto não tem nada a ver com religião, mas sim com o nosso sentido de espiritualidade.
Um padrão de pensamento lógico permite ao homem utilizar seu QI – inteligência intelectual. Outro padrão de pensamento emotivo, afetado por hábitos permite utilizar a QE – inteligência emocional. E por fim, outro padrão de pensamento criativo, capaz de criar insights e reformular os outros tipos de pensamentos, nos permite utilizar nossa QS – inteligência espiritual.
Enquanto as inteligências emocional e racional se ocupam de variáveis em determinadas circunstâncias, a QS questiona o propósito da circunstância em si e suas condições.
Espiritualidade nos negócios e na sociedade significa trabalharmos com um sentido mais profundo de significado e de propósito de vida e na comunidade.
Pessoas inteligentes espiritualmente praticam e estimulam o autoconhecimento profundo. São idealistas e tiram oportunidades da adversidade, veem o todo, e não as partes. Independentes, questionam o mundo com freqüência, seguem seus instintos e tem compaixão pelo próximo.
Ao longo desta questão exploramos qualidades e competências que são inerentes às pessoas que possuem inteligência espiritual. Chamarei isso de “Iluminação”. Um ponto de partida para explorar essas percepções ainda pouco exploradas. Reflita: Qual a contribuição que você quer dar ao mundo? Com o que você gostaria de contribuir? Acredito que quando a humanidade estiver mais inteligente espiritualmente, a sociedade toda se beneficiará.
O autodesenvolvimento, capacitação e valorização do capital humano inclusos no planejamento estratégico das organizações são fundamentais para manter-se competitivo, sempre. As empresas necessitam de profissionais habilitados para atuação abrangente, multifuncionais e com visão universal, o que estimula o crescimento vertiginoso de maior qualificação técnica e comportamental. Esta busca por desenvolvimento de novas competências e habilidades remete aos profissionais um sentimento partilhado sobre a necessidade de avaliação sobre suas atitudes e comportamentos. Afinal, inteligência intelectual e emocional, norteadas pela espiritualidade, auxilia o ser humano em busca do equilíbrio entre o corpo, a mente e alma. Porém, seu aperfeiçoamento deve ser contínuo.
Se a competitividade é ferrenha e as organizações continuam ávidas de profissionais águias e de alta performance, eis a questão: Como agir? Este é o desafio dos Gestores de T&D, RH, e principalmente, do apoio da alta direção para treinarem, aperfeiçoarem ou desenvolverem profissionais águias e equipes de alta performance. Afinal, a valorização do capital humano continua sendo o maior capital ativo de uma empresa.
Atitudes e Sonhos de Empreendedores de $uce$$o
Posted by Helena Ribeiro on out.25, 2011, under Empreendedorismo Comente
Vou deixar de lado os números e estatísticas sobre empreendedorismo no país, pois isso envolve vários fatores, inclusive a falta de vocação e sonhos de muitos para empreender. Afinal, ser empresário pode ser algo muito arriscado, visto que, muitas pessoas não possuem perfil empreendedor para tocar uma empresa e o reflexo está na alta taxa de mortalidade das empresas. Além de competências empreendedoras, uma pessoa que troca um emprego formal para abrir o próprio negócio deve desistir de três números: 8, 13 e 30. Esqueça os bons tempos em que trabalhava 8 horas por dia, 13° salário nunca mais e 30 dias de férias nem pensar. Parece brincadeira, mas não é. Isso é só o começo de uma vida de renúncias se quiser se tornar um empresário de $uce$$o, porque sucesso nos negócios sem $ não existe.
Mas então, o que fazer para ser um empreendedor de $uce$$o? Nossa! São tantos requisitos, além de competências e uma boa pitada de sorte. Porém, não é o foco deste artigo citar uma cartilha de como abrir negócios, mas sim reforçar a importância das ATITUTES e SONHOS, que são fundamentais para qualquer profissional com perfil empreendedor ter $uce$$o. Mas antes de seguir a leitura, faça algumas reflexões.
- Seu negócio trata-se de uma empresa já formada e herdada da família?
- É herança da família, mas sempre estive envolvido, comprometido e acompanho o crescimento dela?
- Abriu um negócio como meio de subsistência, mas não tem atitudes, sonhos e nem ambições empreendedoras?
- Abriu um negócio porque é empreendedor, acredita na sua capacidade de empreender, mesmo ainda não tendo ROI (Retorno Sobre Investimento) que sonhou, mas acredita que irá atingi-lo? Dentre tantos outros motivos de como surgiu milhares de empreendedores.
Reflita também que além de muitos empresários empreendedores, temos milhares de profissionais com atitudes empreendedoras sem possuir um negócio, ou seja, cuidam de suas carreiras como se fosse seu próprio negócio. São pessoas com atitudes empreendedoras, determinadas, criativas, entusiasmadas, automotivadas, entre tantas outras competências e qualidades que qualquer empresário gostaria de tê-las como funcionários ou parceiros. São profissionais comprometidos, com metas profissionais, pessoais e muitos SONHOS. Hah! Como nós, empresários, sonhamos incansavelmente em ter funcionários com perfil empreendedor fazendo parte do nosso time. Afinal, empresários com visão de águias e atitudes empreendedoras também almejam o $uce$$o de seu maior capital, o capital humano.
Por fim, ser empreendedor é não ter medo de assumir riscos, é sonhar e ter atitudes para fazer acontecer, sempre! Afinal, a competitividade é ferrenha e o crescimento econômico depende não apenas de empresários empreendedores, mas de funcionários com a mesma mentalidade. Eis o desafio do mundo empresarial no desenvolvimento de profissionais com perfis empreendedores, pois estamos em processo de mudança cultural nas relações trabalhistas, que estão migrando para novas relações com funcionários empreendedores, parcerias estratégicas, entre outros conceitos que envolvem as novas relações empreendedoras do mercado do futuro. Voltando ao tema do artigo, relaciono algumas características que foram citadas em estudos realizados na década de 80 sobre Sonhos e Atitudes.
Qual o tamanho dos seus sonhos?
Cristóvão Colombo, Santos Dumont, John Kennedy, Juscelino Kubitschek, Nelson Mandela, entre tantos, sonharam com a cabeça nas nuvens e os pés no chão. Eles foram tachados de visionários, mas não ligaram para isto, pois acreditaram nos seus sonhos e traçaram planos para realizá-los. Claro que superaram inúmeros obstáculos, mas com muita determinação eles mudaram a história de seu tempo e deixaram suas marcas registradas.
Muitas pessoas têm sonhos, mas não os alimentam e às vezes os poucos que sobra vão sendo consumidos pela rotina, sufocados pelo excesso de tarefas e acabam minando seu potencial de continuar sonhando. Reflita sobre o tamanho dos seus sonhos e se eles estiveram decrescentes, “sacode a poeira” e volte a sonhar. Afinal, o sonho é uma metáfora que pode ser idealizado para resgatar a capacidade de sonhar com os olhos bem abertos na construção da sua vida, seu presente e seu futuro. O mundo não faz nada por você, mas se você mudar, aí sim, o mundo muda com você.
Os realizadores de sonhos não apenas sonham, eles lutam incansavelmente por eles, acreditam em si mesmos, no seu potencial e confiam que podem transformar seus projetos em realidade. Acreditam que sonhos trilham e iluminam seus caminhos rumo às metas e ao $uce$$o. Obstáculos, faltas de recursos diversos, concorrências desleais, entre outras dificuldades que surgem fazem parte dos negócios e da vida, mas servem como degraus de aprendizagem e crescimento.
Tem um ditado que diz que o tamanho dos seus sonhos tem relações diretas com suas conquistas e resultados. Pense! É possível aumentar o tamanho da felicidade reduzindo o tamanho dos sonhos? É possível aumentar os ganhos fazendo sempre a mesma coisa? Será que se as pessoas tivessem mais sonhos e metas poderiam ajudá-las alcançar seus resultados? Afinal, o que movem as pessoas acordarem todos os dias?
Anos atrás assisti a uma palestra motivacional de Cesar Souza, o autor do livro Você é do Tamanho dos Seus Sonhos, lançado em 2003, hoje na 19ª edição, é um best-seller com mais de 150 mil exemplares vendidos. Cesar reforçou que todos nós precisamos acreditar no nosso potencial e que devemos buscar recursos e aliados para concretizar nossos sonhos. Afinal, as pessoas sonham com uma vida tranquila, encontrar um amor, ter uma família, obter sucesso na profissão, ganhar dinheiro, comprar uma casa, viajar, ter saúde, amigos, entre tantos outros desejos e sonhos. Mas, na maioria das vezes, nos entregamos à rotina, nos rendemos aos obstáculos e desistimos dos nossos sonhos. Com exemplos reais e inspiradores, ele conta histórias de realizadores de sonhos de empresários, celebridades e pessoas comuns. São relatos inspiradores que nos revelam como várias empresas e pessoas vencedoras nasceram dos sonhos de seus realizadores.
Em suma, existem literaturas, palestras, vídeos, cursos, entre outros instrumentos, que podem estimular o ser humano que “não sonha muito” a resgatar a capacidade de sonhar e empreender mudanças objetivas para realizarem seus projetos. Não sei para você, mas os meus SONHOS estão interligados com meu A.C.H.E (Atitudes, Conhecimentos, Habilidades e Entusiasmo). Um conceito que uso e que ampliei do CHA, uma sigla muito usada em Recursos Humanos, que é a abreviatura das palavras: Conhecimentos, Habilidades e Atitudes, que resumidamente se entende por cada uma como:
Conhecimento
Conjunto de todas as informações, princípios e verdades que compõem o corpo do nosso saber. É aquilo que o homem absorve de várias maneiras através de informações que lhe são apresentadas para um determinado objetivo. O conhecimento é imprescindível na atualidade altamente competitiva. Conhecer os principais fundamentos de gestão e, principalmente, sua área de atuação pode fazer a diferença entre o sucesso e fracasso de um empreendimento.
Habilidade
Capacidade física de desempenhar uma ação ou ato, que pode ser resultado de um treinamento ou inato. O termo habilidade é freqüentemente utilizado para designar o domínio psicomotor. Habilidade simboliza a experiência adquirida através da prática em certa área de atuação, basicamente, algo que você faz bem e já fez muitas vezes. Pelé, Romário, Ronaldinho, Guga, entre tantos atletas considerados muito habilidosos e hiper $ucedidos. Neymar o novo nome do futebol brasileiro e atacante do Santos, tem uma habilidade invejável, porém ele é muito jovem, esta no início da carreira e para manter e aumentar o $uce$$o vai precisar treinar cada vez mais não só sua habilidade de fazer gols, mas também aperfeiçoar conhecimentos técnicos e táticos. Aliás, para se tornar um dos melhores jogadores do mundo ele vai depender também de suas atitudes pessoais, pois os holofotes já estão mirados para ele. Se depender da comparação feita por Pelé, “O Neymar é o garoto-prodígio do Santos e pode esperar um futuro brilhante, pois mal surgiu e já o comparam com o Robinho e com o Pelé. Na opinião do Rei do Futebol, ele pode ser melhor até do que ele. Pelé só pede calma ao garoto neste início de carreira e diz “Vamos torcer para o Neymar não seguir os passos dos fenômenos nas noitadas e mulheradas que a fama e o dinheiro trazem né?”
Atitude
Um sentimento ou emoção que influencia a escolha das ações e as respostas a estímulos. Também é definida como sendo uma predisposição ou tendência de responder, positivamente ou negativamente, a determinados fatos, ideias, objetos, pessoas ou situações. As atitudes são designar como domínio afetivo e são dirigidas, ou fortemente correlacionadas, com as vontades, conjunto de valores, crenças, dogmas, princípios e mesmo às opiniões. Podemos ter conhecimento e habilidade, mas se não tivermos vontade e tomar uma atitude, nada acontece. Portanto, o sucesso na vida está relacionado no desenvolvimento e aperfeiçoamento contínuo do ACHE. Hoje e sempre!
Entusiasmo
Entusiasmo é acreditar na nossa capacidade de fazer as coisas acontecerem, de darem certo, de transformar a si e até as pessoas que os cercam. É agir com determinação, garra, paixão e amor, para fazer dar certo o que planejamos e sonhamos. O entusiasmo é um estado de espírito otimista que traz motivação para uma nova visão da vida. É demonstrado com grande euforia e alegria, que inclusive pode contagiar outras pessoas ou uma multidão, como exemplo, os atletas entusiastas, entre eles, cito um ídolo, Ronaldo (fenômeno), um ex-jogador nota 10 que com seu entusiasmo conquistou milhões de fãs no mundo. Agora como empresário não duvido do seu $uce$$o também nos negócios.
Hah! Ainda bem que temos o Neymar, um jovem entusiasta, pois o ENTUSIAMO que ele demonstra comemorando gols é lindo de ver. Quantos meninos apaixonados por futebol olham para seus ídolos e alimentam seus sonhos de um dia chegarem lá. Ídolos que inspiram sonhos de fãs ocorrem também em outras modalidades de esportes, com artistas de TV, atores de cinema e teatro, na música, com empresários, líderes, autores, gurus etc.
Acredito que empreendedores de $uce$$o são frutos de sonhos bem sonhados e de planos bem executados.
Os sonhos que habitam em mim, saúdam os sonhos que habitam em você!
Helena Ribeiro também é Colunista da Revista Clube de Empreendedores e escreve artigos na seção Empreender. Para ler a Revista Digital, acesse o site http://www.clubedeempreendedores.com.br/
A Razão e o Medo – Na Gestão do Autoconhecimento
Posted by Helena Ribeiro on out.25, 2011, under Empreendedorismo Comente
O medo é uma emoção que sinaliza ao homem a existência de um perigo, de uma ameaça (real ou imaginária), positiva ou negativa. A necessidade do homem em sentir-se protegido e seguro é natural. Porém, o medo ou a fobia muitas vezes tem o poder de paralisar e impedir o crescimento pessoal ou profissional, que através deste, o indivíduo pode esconder-se de si mesmo, das relações com o próximo, de sonhar, inovar, arriscar, crescer, entre outros. O medo se apresenta em várias situações. Algumas pessoas têm medo de andar de avião, ficar sozinho, falar em público, do futuro, de sonhar, etc. E existem alguns medos que são classificados como fobias, como por exemplo: claustrofobia (medo de lugares fechados), acrofobia (medo das alturas), agorafobia (medo de lugares públicos, situações sociais), entre outros. Para facilitar, poderemos classificar o medo em formas e níveis diferentes: natural, traumático ou fóbico.
Medo natural: O medo natural tem como objeto principal um perigo (fato ou situação) que realmente atinge seu bem estar e provoca males. Muitas vezes é possível vencer o medo natural através da fé e da coragem ou confiando no gesto de apoio do outro. O medo natural pode ter a função de sinalizar ao homem sobre um perigo ou ameaça eminente e assim contribuir para proteção deste. Com isso, procura abrigo e proteção.
Medo traumático: Este é o forte medo desencadeado por situações traumáticas, que marcaram a vida ou imaginado pela pessoa dessa forma. Esse medo também pode se apresentar como uma ausência de coragem e forte dificuldade em lidar com as perdas que já sofreu, pensa-se que irá reviver as mesmas situações. Há casos em que se manifesta através de um forte desânimo ou depressão, trazendo barreiras ou impedimentos ao crescimento pessoal e profissional. Há profissionais que por medo, escondem seus talentos, limitando seus potenciais e crescimento, ou seja, não acreditam em suas potencialidades e assim, vivem frustrados e não investem no aprimoramento de suas habilidades e competências. Na verdade, alguns nem acreditam que as têm.
Fobia: A fobia pode ser considerada como uma grave angústia que apresenta sensação de ansiedade; imobiliza e restringe o indivíduo. O fóbico vivencia verdadeiro tormento e pânico diante do objeto temido ou situação, que nem sempre apresenta um perigo real. A fobia é um tipo de medo excessivo e irracional de algo específico, provocando ação de evitar a qualquer custo este encontro desconfortável.
Pode apresentar os seguintes sintomas fisiológicos: aceleração cardíaca e de respiração, sudorese, secura na boca, tensão muscular e tremores. Quando o indivíduo está diante de uma situação ou circunstância por ele temida, ocorre um desequilíbrio de substâncias (serotonina e dopamina) no cérebro. Esta pode ser uma reação normal que possibilita ao indivíduo enfrentar, defender-se ou fugir, preservando assim seu equilíbrio e/ou integridade física. No entanto, no caso da fobia, a situação normalmente não representa um perigo real. Pelo menos na proporção imaginada.
Estas sensações de ansiedades, as conhecidas e controladas, são comuns para muitos profissionais que interagem diretamente com um público, tais como: atores, palestrantes, consultores, mestre de cerimônias, ou seja, um profissional ante uma platéia sente estes sintomas fisiológicos, em maior ou menor grau de intensidade, que pode se manifestar de 1 a 5 minutos no início de sua apresentação, tempo este em que o orador experiente supera e controla estas reações. Graças a Deus temos estas sensações, que compreendidas e controladas, fazem parte do sucesso de grandes oradores. Haja vista, que uma boa comunicação, também é carregada de fortes emoções.
Superação: Há possibilidades de vários tratamentos àqueles que vivenciam questões relacionadas ao medo, inclusive nos modelos bíblicos existem várias referências, as do bem estar, aos pontos negativos para reflexão, como no caso de Adão, onde aprendemos a recuar, a nos esconder, a temer os castigos, a desconfiar de Deus, a não acreditar no próximo, a agredir e a trair. Mas também com Jesus, aprendemos a respeito do AMOR, da fé, da coragem, do perdão… Se temos a figura de Adão como perdido, confuso, culpado e atemorizado, também temos a figura de Cristo que enfrentou situações terríveis: afrontas, traição, julgamentos, rejeição, desprezo, solidão, dores e a morte.
É preciso ser resiliente e ter atitudes de coragem para mudar de comportamento e enfrentar o novo, se arriscar, mesmo sabendo que as dificuldades, perdas e frustrações possam surgir. Afinal, Cristo foi único, nós Humanos, a partir do medo, podemos evitar desfechos tão extremos.
É importante aprendermos a lidar com todos os tipos de medo. O medo natural é utilizado como um mecanismo para nos defendermos, e muitas vezes é necessário para nossa proteção. O medo traumático ou fóbico pode ser um sinal de que algo não está bem, ou seja, é a existência de um conflito interno que precisa ser analisado e tratado. Para os casos mais graves, o processo terapêutico pode ser uma alternativa de solução, possibilitando assim a superação deste obstáculo.
Para todos os casos e em especial o de Fobia, uma boa alternativa é à busca do autoconhecimento, como, por exemplo, interar-se de como é formada a nossa personalidade. Como posso lidar com minhas emoções? Como rever e equilibrar meus conceitos de vida, entre eles, os: Ensinados, Pensados e Sentidos, que fazem parte na formação da personalidade e usamos no dia a dia. Uma das técnicas simples é o conhecimento da Análise Transacional (AT).
Eric Berne, o criador da AT, afirma que nossa personalidade é formada por três estados de ego: Pai (conceitos ensinados) Adulto (conceitos pensados) e Criança (conceitos sentidos), todos atuando em circuitos positivos e negativos, em maior ou menor grau…, um exemplo é o estado de ego Criança, que age naturalmente sem adaptações e máscaras, é a criança que existe dentro de nós e que mesmo adulto, não morreu. Ela é impulsiva, cativante, espontânea, que sente medo, raiva, ri, chora, ama, odeia e que muitas vezes está adormecida dentro de nós.
A compreensão dos estados de ego, a liberação da criança livre, interagindo com o adulto e o pai, é também uma excelente opção para a superação das fobias e medos.
Em vários programas de team building, outdoor training e treinamentos gerenciais, utilizo de forma estratégica os conceitos de Análise Transacional que, somado as competências essenciais dos programas, auxiliam o desenvolvimento dos profissionais na era dos “autos”, autoconhecimento, auto-estima, automotivação, autoconfiança, auto-realização, entre outros, que também tem como objetivo a superação dos “medos” individuais e de equipe.
Fecho este artigo com uma mensagem de reflexão do livro: Você é o Melhor de Deus – Um clássico sobre o valor humano de T.L.Osborn.
“O primeiro passo é reconhecer o seu valor. Quando você faz assim, você faz as sementes da grandeza germinar em você. Aquelas sementes crescerão. Serão como um milagre operando em você”.
Você começa a pensar, sentir e falar como alguém de valor, de dignidade. O valor que você dá a si mesmo impõe respeito.
Os outros o tratam como você se trata. Eles o vêem como você se vê.
Você merece a confiança dos outros quando pratica o confiar em si mesmo.
Você carimba seu próprio valor na sua vida mediante seus próprios pensamentos, palavras e ações.
Nunca mais acalente pensamentos aviltantes acerca de si mesmo. “Nunca fale nem aja como uma pessoa de segunda classe.”
Razão e Emoção do Rafting Empresarial nos Programas de T&D
Posted by Helena Ribeiro on out.25, 2011, under Empreendedorismo Comente
O Rafting foi descoberto em 1869, quando John Wesley Powel organizou a primeira expedição no Rio Colorado, EUA. Em 1896, Nataniel Galloway revolucionou as técnicas e, em 1909, foi realizada a primeira viagem com finalidade comercial, pela Julio’s Stone’s Grand Canyon.
Em 1980 surgiu o bote “self bailer” que, aliado aos novos materiais mais leves, resistentes e seguros, deu um grande impulso ao rafting. Hoje existem mais de 5.000 companhias só nos EUA, e outras tantas espalhadas pelo mundo.
No Brasil, a história é mais recente. Os primeiros botes chegaram em 1982, pela primeira empresa brasileira especializada em rafting, a TY-Y Expedições. De lá para cá, a prática do rafting vem crescendo, inclusive como importante ferramenta para programas de Treinamentos e RH, na aplicação da metodologia vivencial ao ar livre, chamado de Rafting Empresarial.
Para a prática do rafting são utilizados botes especiais, remos, capacetes, coletes salva-vidas, empresas e instrutores especializados, que oferecem toda segurança para que uma equipe possa descer corredeiras de rios, classificadas em níveis, de acordo com as dificuldades e quedas, sendo de I a III e, eventualmente, IV, os mais adequados para programas de treinamentos, onde todos podem participar; independente de idade, peso, receios ou medos, pois a programação é ajustada ao perfil do grupo, respeitando os limites individuais das pessoas.
Enquanto a prática do rafting comercial é uma aventura maravilhosa, cheia de fantasias, medos imaginários, que, normalmente, são estimulados pelos instrutores para aliviar o stress do dia a dia; a descida do Rafting Empresarial é customizada de acordo com as necessidades das empresas, após diagnóstico, e tem como foco: trabalho em equipe, integração, sincronismo, motivação, superação de limites individuais e equipes, quebra de paradigmas, liderança, inversão de papéis, entre outras habilidades que surgem, no perfil do grupo. Tudo isso é vivenciado em contato com a natureza, clima lúdico que também proporciona a interação com o meio ambiente, em locais maravilhosos no Brasil. Daí a fama da cidade de Brotas, inclusive em nível internacional.
Até o momento pratiquei rafting comercial em diversos rios, tais como: Rio Jacaré Pepira, Brotas – SP, Rio Juquiá, Juquitiba – SP, Rio Paraibuna, São Luiz do Paraitinga – SP, Rio Itajaí-Açu, Apiuna-SC, Rio Formoso, Bonito – MTS e Rio Pardo, Cadonde – MG. Cada um oferece um estilo diferente de classificação das corredeiras, que depende do nível da água, topografia do leito, equipe técnica treinada para a prática do Rafting Empresarial, entre outros fatores, principalmente de segurança. Esse “Know-How” oferece condições da Razão Humana Consultoria avaliar a inclusão ou não da prática em programas de Outdoor Training.
Um paradigma para a prática do rafting é alguém ter medo por não sabe nadar e se imaginar dentro de um rio. É importante salientar que eu também não sei nadar e em ,todas as descidas acompanho o grupo, sendo que, para isso, pesquisei sobre os medos, seus efeitos e criei uma metodologia diferenciada para auxiliar pessoas a superar seus limites imaginários e, além de todo equipamento de segurança, uso a empatia para motivar os mais receosos remando com eles, no mesmo bote.
O medo é uma emoção que sinaliza ao homem a existência de um perigo ou ameaça (real ou imaginária), positiva ou negativa. A necessidade do SER HUMANO em sentir-se protegido e seguro é natural. Porém, o medo ou fobia muitas vezes tem o poder de paralisar e impedir o crescimento pessoal ou profissional que, através deste, o indivíduo pode esconder de si mesmo, das relações com o próximo, sonhar, inovar, arriscar, de ser resiliente, crescer, entre outros. O medo se apresenta em várias situações, algumas pessoas têm medo de andar de avião, ficar sozinho, falar em público, do futuro, de sonhar e até de amar. Podemos classificar o medo em níveis diferentes: natural, traumático ou fóbico.
Para todos os casos e em especial o de Fobia, uma boa alternativa é a busca do autoconhecimento, desenvolver a resiliência e interar-se como é formada a nossa personalidade. Como posso lidar com minhas emoções? Como rever e equilibrar meus conceitos de vida, entre eles, os Ensinados, Pensados e Sentidos, que fazem parte da formação de nossa personalidade e usamos no dia-a-dia. Uma das técnicas simples podem ser o conhecimento e uso da Análise Transacional – AT. Eric Berne, o criador da AT, afirma que nossa personalidade é formada por três estados de ego: Pai, Adulto e Criança; todos eles atuando em circuitos positivos e negativos, em maior ou menor grau.
A compreensão dos estados de ego é uma excelente opção para a superação dos medos e fobias. Em vários programas de team building, liderança e outdoor training, principalmente o Rafting Empresarial, utilizamos os conceitos de AT que, somados às competências essenciais, contribuem com o desenvolvimento dos profissionais na era dos “autos”: autoconhecimento, auto-estima, automotivação, autoconfiança, auto-realização, entre outros, que também têm como objetivo a superação dos “medos” individuais e equipes. Para complemento desse assunto, indico meu artigo A Razão do Medo – A Gestão do Autoconhecimento.
Pena que Paul Dinsmore, em seu livro TEAL – Uma Revolução em Educação Empresarial, um importante documento do valor da prática de Treinamento Experiencial ao Ar Livre, não tenha dedicado maior atenção ao rafting, já que os especialistas consagraram sua prática em todo mundo.
Em todos os treinamentos em que a empresa Razão Humana Consultoria incluiu o Rafting Empresarial desde 2001, a adesão dos participantes foi de 100%, as médias das avaliações superiores a 9.5 e centenas de depoimentos emociantes dos participantes.
A Razão e Emoção – Do Executivo e o Monge na Liderança Servidora
Posted by Helena Ribeiro on out.25, 2011, under Empreendedorismo Comente
Nesta era de competitividade global, estar atualizado, acompanhar a evolução dos negócios, conquistar e manter clientes tornou-se um desafio diário para as organizações. Para tanto, os profissionais estão comprometidos com metas e estratégias arrojadas, sempre em busca de melhores resultados, necessitando, cada vez mais, de “adrenalina no sangue”, para estarem motivados a alcançarem seus objetivos empresariais e pessoais.
Para atender estas necessidades as organizações continuam investindo no maior diferencial das empresas, o desenvolvimento do “CAPITAL HUMANO”, incluindo em seus programas de T&D diversas metodologias, que vem sendo utilizadas nas empresas.
Em nenhum outro momento da história corporativa, discutiu-se tanto a questão das estratégias, taxa de retorno sobre investimento, ética, responsabilidade social, qualidade de vida, stress corporativo e principalmente estilos de liderança. Existe um acervo de livros, seminários, palestras, artigos, filmes, entre outros, todos intencionados e capazes de agradar aos mais variados estilos e gostos.
Hoje as empresas precisam contar com a mente, emoção e espírito dos seus colaboradores e, só se consegue isso quando o líder deixa de lado o desejo de poder e passa a servir, em vez de ser servido, conforme afirmou o guru norte-americano James C. Hunter, em seu best-seller O Monge e o Executivo. O livro ocupa o primeiro lugar no ranking dos títulos de carreira mais vendido no Brasil, com mais de 100 000 exemplares comercializados.
Hunter esteve aqui, proferiu um circuito de palestras e ficou surpreso com o grande êxito de seu livro em um país como o Brasil. Disse que os conceitos apresentados no livro não são novidades alguma. “Nunca ninguém discordou dos princípios, pois são básicos e essenciais”. Para ele, muita gente sabe tudo sobre liderança, mas não sabe liderar. “O desafio está mesmo na execução. Liderar é como ser um atleta, você precisa praticar”. Parece simples, mas não é. O líder, acima de tudo, deve ter humildade. “Seja o chefe que você gostaria que seu chefe fosse”.
Para Hunter, você não precisa ser chefe para ser líder. “Liderança é você inspirar e influenciar o outro para ação. É influenciar pessoas com entusiasmo e trabalho para o bem comum”. A diferença entre poder e autoridade consiste em: “poder é força unilateral, funciona por um tempo, mas fica velho”; “Autoridade, ao contrário, é a habilidade em conseguir que as pessoas façam sua vontade por conta de sua influência pessoal”. Um bom exemplo de autoridade, segundo ele, são nossas mães. “Elas atingem esse status porque nos serviram e continuam a nos servir ao longo de nossas vidas”.
A tabela abaixo exemplifica as principais competências apresentadas no livro.
| Competências | Definição |
| Paciência | Autocontrole |
| Gentileza | Atenção, apreciação e encorajamento |
| Humildade | Ser autêntico e não arrogante |
| Respeito | Tratar os outros com a devida importância |
| Altruísmo | Ir ao encontro das necessidades alheias |
| Capacidade de perdoar | Saber perdoar ressentimentos quando se está errado |
| Honestidade | Estar livre da frustração |
| Comprometimento | Realizar suas escolhas |
| Serviço e sacrifício | Deixar de lado seus próprios desejos e buscar maior benefício para os outros |
Agregado a todos esses valores está o amor e Hunter afirma que o significado da expressão está distorcido atualmente. “Hoje em dia existe muita demagogia. Todo mundo diz que ama todo mundo, mas não faz nada”. Para ele, amor é um verbo e deve ser praticado com o intuito de elevar o próximo. “Amar não é gostar, mas sim agir para o bem do outro”. Ação para o bem alheio é, no final das contas, a principal qualidade de um líder servidor. “O que pensamos e o que sentimos é conseqüência. O que importa mesmo é o que fazemos”.
O livro O Executivo e o Monge apresenta técnicas e teorias simples de liderança, fáceis de serem aplicadas nas organizações. Basta a iniciativa de aplicá-las.
Baseado nesta realidade, concluo que o perfil do profissional de alta performance é aquele que contem os três Q´s (QI – Quociente Intelectual, QE – Inteligência Emocional, somado ao QS – Inteligência Espiritual) que, desenvolvidos e equilibrados, auxiliam o desenvolvimento da resiliência, uma competência essencial que faz a diferença nos resultados das organizações e na vida pessoal.
Muito além da razão e da emoção, é na Inteligência Espiritual que se encontra a felicidade, a qualidade de vida, solidariedade e a realização pessoal. O autor do livro A Terceira Inteligência, Floriano Serra, afirma que é possível unir o racional, o emocional e o espiritual e revela uma nova dimensão da inteligência em seus múltiplos aspectos.
Segundo Floriano, a Terceira Inteligência – ou Inteligência Espiritual – entra em cena, por exemplo, quando não conseguimos resolver determinado problema, recorrendo apenas à razão e à emoção. Em circunstâncias como essa, tão freqüentes em nossa vida, a ação da Terceira Inteligência é acionada pela intuição, que alguns denominam “iluminação”. Esse é o ponto de partida para compreender e trabalhar percepções incríveis e inexploradas.
“Para as organizações que adotarem o modelo de gestão baseado nas três inteligências, Racional, Emocional e Espiritual, certamente terão colaboradores muito mais comprometidos, motivados, felizes e, por conseqüência, mais produtivos”.
Os conceitos dos três Q´s, somados as competências essenciais do profissional competitivo, já são utilizados em meus programas de team building, outdoor training e treinamentos gerenciais, desde 2001, com ótimos resultados.
Estamos na era da informação, da tecnologia e do desenvolvimento do capital intelectual e, com tantas opções, o líder deve ser resiliente e avaliar suas atitudes e comportamentos constantemente. Afinal, você pode estar sendo espelho para seu liderado.
Razão e Emoção – A Arte de Liderar com Sensibilidade
Posted by Helena Ribeiro on out.25, 2011, under Empreendedorismo Comente
Todo o relacionamento Humano seja pessoal ou empresarial, tem como fundamento uma emoção. Relacionamentos duradouros são possíveis quando os objetivos comuns visam o bem comum. Casais mantêm relacionamentos saudáveis, mesmo depois das bodas de ouro, por serem cúmplices e capazes de renovar o espírito do relacionamento: a renovação dos mais simples hábitos, surpreendendo com informações e reciprocidade de compensações. O bom relacionamento corporativo é pautado nas mesmas bases, apenas diferenciadas pela quantidade dos interessados.
Líderes natos sabem perceber carências nos liderados. Liderados satisfeitos sabem retribuir com empenho, agregando conhecimento, “redescobrindo a roda”, transformando a execução das mais simples tarefas, retomando princípios, buscando a reorganização dos sistemas, tudo com o objetivo maior: os resultados. Pensando no bem estar das equipes e, por conseqüência, nos resultados, grandes líderes foram encontrar nos mais diversos segmentos, inclusive aqueles que, a princípio, nada têm a ver com os objetivos e formação de suas empresas, ferramentas eficazes e capazes de manter os relacionamentos saudáveis. Resultado: sucesso e boas doses de verdadeiros orgasmos corporativos. Uma equipe bem equilibrada emocionalmente tem razão de sobra para, não apenas se dedicar, mas fazer tudo pelo resultado.
E onde encontrar tanta motivação em cenários tão permeados de oscilações como a economia e outros tantos? Em tais cenários, o mais comum é a economia sem planejamento. Os cortes de custos, pura e simplesmente; virar de costas e rezar para que um novo dia surja com soluções milagrosas.
Antes de decretar o fim da corporação, esta é a mais valiosa oportunidade para continuar investindo no desenvolvimento do seu maior capital, o capital humano.
Daniel Goleman, autor do livro Inteligência Emocional, (IE), que se tornou best-seller no mundo inteiro, é defensor das emoções nas relações empresariais e em 2002, lançou em conjunto com mais dois autores, o livro O Poder da Inteligência Emocional – A Experiência em Liderar com Sensibilidade e Eficácia.
“Foram décadas de pesquisas realizadas em empresas de classe mundial, afirmam que os líderes vibrantes que conseguem ressoar seu entusiasmo, independente do nível hierárquico – obtém a excelência não somente por meio de técnicas, dinamismo e inteligência, mas pela capacidade de estabelecer uma conexão emocional com os outros, utilizando suas habilidades de IE, com empatia, assertividade e autoconfiança”.
Os lideres que já possuem ou aqueles que desenvolveram sua IE, valorizam o seu network, tanto no trabalho quando na vida pessoal, e usa principalmente o sorriso como seu principal aliado, pois em termo neurológico o riso representa a distância mais curta entre duas pessoas, porque a interconexão é imediata, facilitando a comunicação.
Ser alegre, usar sua criança livre interior, buscar mudanças de hábitos, melhorar a qualidade de vida, nada disto significa que você possa estar reduzindo sua produtividade, mas sim melhorando seus resultados e com maior prazer.
Ricardo Semler, criador de idéias revolucionárias de gestão, declarou para a Revista Época, que se está um dia lindo lá fora vai ao parque com seu pequeno e depois trabalha até meia-noite, o que para ele faz mais sentido.
A maioria dos profissionais não tem a flexibilidade de horário que Ricardo Semler, mas muitas empresas têm investido em programas de qualidade de vida, ginástica laboral, grêmios recreativos, e até em academias dentro das organizações. Enfim, diversos recursos para auxiliar no bem estar de seus funcionários. Mas nada disto tem valor, se o individuo não tomar uma atitude e mudar de hábitos e comportamentos. Sair da Zona de conforto gera desconforto, porém, na maioria dos casos é uma oportunidade de investir em seu potencial.
E quem não torce por alguém que sentimos estar engajado no espírito de equipe, capaz de fazer a diferença e estar sempre pronto, com o sorriso aberto, mesmo nas situações mais complicadas? Afinal, malucos são aqueles que desistem na primeira adversidade, esquecendo que equipe resolve seus problemas em equipe.
Frente a este cenário, o maior diferencial das empresas, continua sendo o desenvolvimento do “capital intelectual”, e para auxiliar o Departamento de Recursos Humanos em seus programas de T&D, sugiro também o uso da Metodologia Experiencial. Uma ferramenta muito rica que une o racional, emocional, espiritual e física, que vem sendo utilizada cada vez mais nas organizações, agregando novos valores aos programas de treinamentos convencionais.
A Fragilidade da Liderança Familiar e seus Efeitos nos Futuros Empreendedores
Posted by Helena Ribeiro on out.25, 2011, under Empreendedorismo Comente
Infelizmente, estou passando por um novo período de luto, perdi meu pai há três anos e há três meses minha mãe. A saudade é inevitável, as lembranças serão inesquecíveis e os ensinamentos que eles deixaram são minhas maiores riquezas.
Como empresária, ainda me recuperando da crise, estou atolada de trabalho e pouca inspiração para escrever artigos, mesmo adorando dissertar sobre vários temas. Porém, sou colunista desta revista na Secção Empreender e me sinto a vontade para compartilhar este momento saudoso com os leitores. Afinal, empresários e executivos muitas vezes fazem “malabaris” para equilibrarem suas atividades profissionais com a vida pessoal. Principalmente para as pessoas que reconhecem a importância do convívio familiar, pois usam os ensinamentos dos pais, avós, tios, entre outras pessoas, que contribuíram com a formação da sua personalidade e caráter. Infelizmente, nem todas as pessoas têm a sorte de ter uma família que sirva de exemplo e muitas não se conformam com a falta desta base familiar, sofrem muito, mas crescem trazendo consigo sonhos e determinação de que quando formarem suas famílias valorizará a educação familiar.
Sou de uma família humilde, meus pais foram lavradores e pequenos comerciantes. Mesmo enfrentando muitas dificuldades para criar seus filhos, amor e dedicação nunca faltaram no seio familiar. Em especial, agradeço aos meus pais, José Paulino Ribeiro e Joana L. Ribeiro, (in memoriam) pela minha vida e por tudo que sou. Mesmo em pensamento, eles estão presentes nas horas que preciso de “colo”. Horas estas de desafios e obstáculos do cotidiano, onde elevo meus pensamentos no método de educação que meus pais utilizaram para criar seus doze filhos. É mais que um método, é uma filosofia de vida, que eles receberam dos meus avôs e repassaram para seus filhos, netos e muitos amigos da família. Segundo eles, a base do sucesso do ser humano está pautada no mínimo em oito princípios: respeitar o próximo, honestidade, humildade, valorizar a família, valorizar o trabalho independente do cargo, ter vários sonhos, colocar amor em tudo que se faz e ter fé em Deus, independente da religião de cada um.
Com estes princípios em mente sempre encontro energia e determinação para seguir e conquistar meus objetivos e sonhos, sempre! Afinal, meus pais tiveram uma linda passagem na terra e cumpriram suas missões com muito amor e competência.
Ainda estou me refazendo da perda da minha mãe junto com meus familiares, pois amor e saudades serão sentimentos eternos. Afinal, eles foram exemplos de vida para a grande família, além de guerreiros e amigos. Praticaram o exercício da liderança servidora mostrando como devemos superar os desafios das trilhas da vida. Foram seres humanos que fizeram a diferença e merecedores de muito orgulho dos filhos, netos, bisnetos, familiares e muitos amigos.
Sei que a dor que sinto vai minimizar com o tempo, pois isto aconteceu também quando passei pelo luto do meu pai em 2008. Conforto-me com os ensinamentos que recebi e as sementes plantadas em mim, pois sempre me pego fazendo coisas que aprendi como eles. Guardo na lembrança os ótimos, bons e difíceis momentos que passamos junto, pois serviram de exemplos ou lição de vida. Nada foi em vão, pois eles foram meus grandes mentores.
Como a revolução da humanidade, vários modelos que serviam como referências foram sumindo e a falta de habilidades e competências dos seres humanos para lidar com a diversidade global e as diferenças das gerações Baby Boomers, X, Y e Z, vêm afetando negativamente a humanidade. Portanto, defendo que a liderança e educação familiar deverão ser valorizadas e resgatadas. Afinal, elas estão ficando cada vez mais fragilizadas e seus reflexos estão visíveis em vários comportamentos e atitudes dos seres humanos, e se nada for feito, tenderão aumentar negativamente ao longo dos anos. Portando, os pais devem refletir sobre a importância de seus papéis e assumirem as responsabilidades dos ensinamentos familiares, para que seus filhos somem os mesmos com os externos e se tornem seres humanos melhores. Afinal, os pais podem ter também um papel decisivo na formação do espírito empreendedor dos filhos, seja ele para atuar em uma empresa ou administrar seu próprio negócio. Todos têm potenciais, mas muitos precisam ser estimulados e exercitados para aflorar, desenvolver e aperfeiçoar. E a família – mais do que o sistema de ensino e a escola da vida – é a fonte primordial de incentivo para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do ser humano, principalmente até a independência pessoal, profissional e financeira. Afinal, educar e formar um filho para que ele seja um profissional diferenciado, um ser humano líder e espelho ou um empreendedor de sucesso, é o sonho da maioria dos pais. Para alcançarem esta meta, a missão dos pais e dos filhos é desafiadora e dependem muito mais das atitudes dos pais, que têm muitas experiências de vida, do que dos filhos que na fase de formação querem mais curtir os momentos bons da vida.
Existem vários conceitos de profissionais competitivos, de estilos de lideranças, empreendedores etc. Entre todos, o de liderar pelo exemplo, que a meu ver, é o mais eficaz. Convido você a refletir sobre os ensinamentos familiares que recebeu e sobre o estilo de liderança familiar que desenvolveu, pois caso ele esteja fragilizado, mãos a obra e construa o seu modelo. Afinal, o ser humano que se considera um eterno aprendiz, nunca será tarde para aperfeiçoar o seu A.C.H.E. (Atitudes, Conhecimentos, Habilidades e tudo com muito Entusiasmo).
Aos meus grandes líderes e com muito amor, obrigada por tudo.
Helena Ribeiro também é Colunista da Revista Clube de Empreendedores e escreve artigos na seção Empreender. Para ler a Revista Digital, acesse o site http://www.clubedeempreendedores.com.br/
Metodologia do Treinamento Vivencial
Posted by Helena Ribeiro on out.25, 2011, under Empreendedorismo Comente
O ser humano pode aperfeiçoar sempre, basta querer! Afinal, a vida é um aprendizado contínuo, e olhando para trás, podemos refletir sobre as lições de vida e identificamos quando “as fichas caíram”, sejam elas advindas de boas, ótimas ou infelizes ideias. Lembramos inclusive, dos motivos que nos levaram as decisões assertivas ou errôneas e devemos dedicar algum tempo para reflexões sobre acertos e erros. Pois, as experiências que marcaram são as que mais aprendemos. (Leia mais…)












