A união faz a força
A necessidade de as pequenas e microempresas enfrentarem os grandes grupos está fortalecendo o movimento das redes empresariais no Rio Grande do Norte, como aponta o Sebrae RN: já são 18 delas no estado e, no próximo ano, será criada uma associação de lojas de informática, ainda inédita no país. O mais novo exemplo do crescimento desta categoria vem do segmento de materiais de construção. Este mês foi ativada a Rede de Lojas de Material de Construção (Redecon).
Funcionando no bairro Cidade Satélite, em Natal, a Redecon reúne tem 17 empresas de venda de material de construção em 14 cidades potiguares. A exemplo de outras redes como a Redemais, a Construrn e a Unifarma, a Redecon vai unificar a identidade visual das lojas, com sua marca em fachadas, uniformes e material publicitário. As mudanças devem ocorrer até o fim do primeiro semestre do próximo ano.
Mas, assim como nos modelos que já provaram seu sucesso, o trabalho da Redecon vai além das estratégias de marketing. Os funcionários dos associados receberão treinamentos. Os insumos comprados pela rede, que terá maior poder de barganha por comprar em maior quantidade, serão revendidos a preço de custo - segundo o presidente da Redecon, Luiz Lacerda, a economia poderá chegar a 40%.
Outras vantagens da rede, explica Lacerda, são os investimentos em qualificação também dos empresários e ajuda no processo de sucessão das empresas. “A empresa mais nova entre as associadas tem 10 anos de mercado, todas têm bastante tempo de estrada”, complementa.
Evolução
Para o gerente da Unidade de Acesso ao Mercado do Sebrae RN, Eduardo Viana, mais que uma evolução, a criação das redes empresariais é uma necessidade para a sobrevivência das micro e pequenas empresas. “Ou elas se juntam para ganhar competitividade ou estão liquidadas”, comenta Viana. Segundo ele, esse movimento já existe no Brasil há cerca de 20 anos, mas está muito mais forte nos últimos cinco anos.
Ele diz que ainda não há um mapeamento que mostre detalhes destas redes. Contudo, no 1º Encontros de Redes Centrais de Negócios, realizado em outubro, em Caicó, foram identificadas 18 redes, dos segmentos diversos, como supermercados, farmácias, material de construção e lojas de móveis. No próximo ano, a tendência deverá se fortalecer, pois será implantado o Fórum Estadual das Redes de Centrais de Negócio. Além disso, o Sebrae está acompanhando a criação de uma rede de lojas de informática, que reunirá nove empresas e será a primeira do Brasil neste segmento. A previsão é que a rede esteja funcionando em 2008.
Outros exemplos de associação em prol da evolução empresarial são as duas companhias potiguares que atuam em nível nacional. Os supermercados Nordestão, por exemplo, integram uma rede de 13 empresas de nove estados. Já o Armazém Pará está na Construbrasil, presente em 12 estados e cujo faturamento das associadas previsto para 2007 é de R$ 1,7 bilhão.
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SOBRE O AUTOR
Alfredo Passos - alfredop@kmchouse.com.br, Partner da Knowledge Management Company, Professor da ESPM, Membro e Voluntário da SCIP, autor dos livros “Inteligência Competitiva - Como fazer IC acontecer na sua empresa” e “E a concorrência…não levou! - Inteligência Competitiva para gerar novos negócios empresariais”, ambos editados pela LCTE Editora.
Publicado em Alfredo Passos
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